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Encontros avaliam novas estratégias de apoio aos atingidos pela barragem

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Iris Jesus

Priscilla Santos com Danielle Campez

Diante do impacto socioambiental causado pelo rompimento da barragem de Fundão, professores da UFOP de diversas áreas do conhecimento se reuniram novamente na sexta (4), no auditório do Iceb, para traçar novas estratégias de ação. Dessa vez, contando com a presença de representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além da Pró-Reitora adjunta de extensão da Ufmg, Cláudia Mayorga, e Sergio Papagaio, morador de Barra Longa e um dos atingidos. 

Dentre os assuntos tratados, a saúde psíquica dos moradores foi um dos mais destacados. O morador de Barra Longa, Sérgio Papagaio, lembrou a ausência de propostas da Samarco referentes à questão. “O povo acordou diante de um fato inédito e começou a pensar: O que eu vou fazer agora? Como eu vou trabalhar? O que eu vou comer? Como eu vou resolver isso se eu não sei a quem recorrer?”. Ele acrescentou que a partir disso, várias pessoas começaram a desenvolver problemas de saúde. “Pessoas tiveram infarto, depressão e houve até tentativa de suicídio. Uma mulher teve um derrame na manhã seguinte, quando abriu a janela e viu a destruição. Até alcoolismo está tendo mais casos e acredito que são crescentes, tendem a aumentar ao longo do tempo, porque não está tendo um respaldo, a população não está acreditando que as coisas vão se resolver”, finaliza. 

Além disso, foi debatido o reassentamento como prioridade, de maneira organizada e assistida, para possibilitar a recuperação da autonomia e da autoestima, para que haja um emponderamento dos atingidos. A pró-reitora da Ufmg, que recentemente esteve em Barra Longa, afirma que “a primeira visita fez com que nós víssemos apenas a pontinha do iceberg que é esse problema”, assinalou Cláudia. O município busca também a recuperação do campo, que tem uma grande vocação para a produção de leite. 

Nesse momento de articulação das ações, estavam presentes professores da UFOP que se voluntariaram para atuar em projetos que envolvam o resgate das memórias perdidas na tragédia, assim como utilizar dos recursos da Instituição, para pesquisa e extensão, na realização de intervenções. 

Sou mais Juventude

Em sua VI edição, desta vez o Sou mais Juventude trouxe discussões e reflexões acerca das possíveis ações e intervenções da Universidade relacionadas aos atingidos pela barragem. O evento visa debater as condições do jovem na sociedade e surgiu devido à necessidade de conhecer mais o perfil dos estudantes, seus anseios e perspectivas. 

Os temas das palestras foram “Sobre movimentos sociais, estudantes e barragens” e “A relação entre pesquisa, ensino e extensão e o rompimento da barragem”. Segundo o aluno do curso de Arquitetura e também componente da primeira mesa, Túlio Colombo Corrêa, a discussão serviu de encontro entre expoentes de projetos e pessoas que estão na UFOP, lutando e se debruçando sobre as circunstâncias que acometem as cidades, de Mariana/MG à Regência/ES, em todas as esferas: politica, social e econômica. “O evento tem o propósito de colocar em pauta assuntos de extrema importância inerentes à Universidade, que fogem, muitas vezes, das salas de aula, ou seja, do imaginário e do cotidiano acadêmico”, completa Corrêa.

As palestras desta edição aconteceram na quarta (2), no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), em Mariana. 

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