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Debate discute ausência de espaço para mulheres denunciarem violência na região

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O debate "Vamos conversar sobre assédio?" foi realizado na última quarta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, no Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas (ICSA), em Mariana. O evento foi organizado por alunas, professoras e técnicas do ICSA e do ICHS. Uma das organizadoras, a professora do curso de Jornalismo Marta Maia, ressaltou que não há uma voz única na iniciativa e organização do debate.

Durante a semana, foram espalhados pelo Instituto cartazes com frases de homens reconhecidos historicamente, reduzindo a mulher à beleza e/ou dizendo que todas as mulheres são iguais. Antes do início da mesa, o público recebeu a letra da música "Triste, Louca e Má", da banda Francisco, El Hombre. A canção fala sobre como a mulher foge às regras impostas pela sociedade patriarcal é tachada.

O debate girou em torno da ausência de um espaço para as mulheres denunciarem e conseguirem algum retorno com êxito, tanto em Mariana e Ouro Preto como dentro da própria Universidade. A falta de uma delegacia especializada na região e a implantação de uma ouvidoria qualificada na UFOP, que receberia as denúncias de violência contra a mulher e daria conta de proporcionar um suporte tanto físico (proteção) como psicológico, foram as principais pautas do debate.

Durante a conversa, foram lidos alguns relatos sofridos por mulheres presentes, tanto relacionados à Universidade como relacionados à família e desconhecidos.

Uma das sugestões suscitadas na roda de conversa, foi a criação de um material sobre assédio para as calouras do semestre 2017/1. No material constaria como a mulher deve proceder em casos de assédio cometidos por alunos, professores e técnicos da Universidade.

A diretora do ICHS, Margareth Diniz, falou sobre um dos próximos objetivos do projeto Sou Mais Juventude, iniciado em 2013 e aberto a todos os públicos da UFOP. O projeto vai trazer à tona assuntos que geralmente são velados, como diversidade de gênero, cor e sexualidade, inserindo-os nas oficinas e debates.

As professoras presentes no debate falaram sobre a importância da denúncia para as instâncias da Universidade, e ressaltaram que, caso não haja resultado depois de denunciar à primeira instância (colegiado de curso), a vítima deve apresentar a denúncia à segunda instância (departamento do curso). Além disso, salientaram a relevância do registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil ou Militar.

Como resultado do debate, professoras, alunas e técnicas decidiram criar um coletivo para reivindicar direitos dentro da Universidade e na região dos Inconfidentes. A próxima reunião ainda será marcada para que a ideia do coletivo e as ações a serem tomadas se consolidem.

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