skip to content

12ª edição do Fórum das Letras abre com mesa com Ferréz e Emicida

Twitter icon
Facebook icon
Google icon
Íris Jesus

A abertura oficial da 12ª edição do Fórum das Letras de Ouro Preto, em parceria com a UFOP, aconteceu na última noite (10), no Cine Vila Rica, com a mesa Prosas Periféricas. O debate é uma edição do projeto "Literaturas: questões do nosso tempo" e faz parte da programação especial de literatura do Sesc Palladium pensada para o Fórum das Letras.

A organizadora e professora da UFOP Guiomar de Grammont se diz muito contente com o início do evento. "Eu estou muito feliz com esta edição porque foi uma luta colocá-la de pé. Realmente eu tive que ir construindo apoios centímetro a centímetro. No momento em que eu convidava uma entidade para participar, já pedia apoio à ela. O evento foi uma colcha de retalhos envolvendo pessoas importantes do meio literário, em grupos e organismos. A sociedade de Ouro Preto contribuiu muito, principalmente hotéis e restaurantes", ressalta.

03569_img_2678_8505334353722892278.jpg

Íris Jesus
O rapper Emicida foi um dos convidados da primeira mesa do Fórum.
Com participação do músico Emicida e do escritor Ferréz, o tom da conversa girou em torno de questões voltadas para a periferia, associada à pobreza material e à violência, e que se estabeleceu como grande potência do contemporâneo, dada a visibilidade alcançada por variados coletivos e produtores artísticos. Questões como as diferenças entre as produções literárias e musicais periféricas, contribuições estéticas trazidas para o campo das artes, como esses produtores são recebidos pelo mercado e de que forma suas trajetórias e produções dialogam também com a política e a educação foram alguns dos assuntos que vieram à tona.

O público pôde ainda perguntar sobre o machismo presente na cultura do rap, homofobia e outras questões de segregação e preconceito. A estudante de arquitetura Mariana Oliveira Achou o debate proposto para abertura muito bom "No mundo em que estamos vivendo, abordar a questão de como as favelas são vistas, ouvidas e representadas é importantíssimo. Infelizmente ainda vivemos em uma sociedade preconceituosa e segregadora", complementa.

Estiveram presentes também membros das ocupações das escolas e universidades de Ouro Preto e Mariana, que aproveitaram o ensejo para convidar Emicida  e Ferréz para visitarem as ocupações. Os dois aceitaram o convite, deram autógrafos e tiraram fotos com o público.  O encontro foi mediado pela escritora Erica Peçanha do Nascimento.