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CLASSIFICAÇÃO DE ETAPAS E AÇÕES POSSÍVEIS

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AVISO
Esta é uma versão provisória do Protocolo de Biossegurança que foi divulgada para auxiliar nas discussões emergenciais da UFOP. A versão final será disponibilizada em breve no formato de site e em PDF. Para localizar o item que deseja consultar, utilize o atalho CTRL+F e digite uma palavra-chave dentro da página que está buscando.

 

As diretrizes e as orientações de distanciamento social, proteção individual e higienização do Protocolo de Biossegurança da UFOP serão distribuídas em diferentes fases tendo como base o nível de transmissão e capacidade de resposta do sistema de saúde. Elas serão aplicadas aos setores de maneira individual, considerando a avaliação de risco e as atividades presenciais desenvolvidas, seguindo o regramento do estado e municípios, com análise do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus sobre os dados epidemiológicos da doença.
 
Cada Unidade deverá elaborar e planejar um protocolo de retorno próprio, construído a partir das orientações das tabelas 1 e 2 e considerando também:
I- O número de servidores que atuam em cada setor, priorizando o trabalho em escalonamento;
II- O fluxo de uso dos espaços sob sua responsabilidade;
III- O fluxo de atendimentos e demandas; e
IV- A necessidade de atividades presenciais por semestre e curso, com foco nos estudantes concluintes em 2020 e, preferencialmente as turmas subsequentes.
 
O CEC avaliará diariamente a situação de cada macrorregião de saúde na qual faz parte o Campus que servirá de guia para a tomada de decisões técnicas. O resultado da análise destes dados será divulgado a cada mês. Cada macrorregião/município será classificada entre nove situações que, por sua vez, serão divididas em quatro fases, como mostra a figura a seguir.
 
 
Justificativa
 
O modelo proposto, pela Makinsey & Company, busca criar bandeiras para retorno às atividades, onde a velocidade de expansão da pandemia é confrontada com as capacidades do sistema de saúde, representada por alguns indicadores listados a seguir (figura 1):
 
I- Capacidade:
a. Disponibilidade de leitos de terapia intensiva;
b. Disponibilidade de leitos de internação;
II- Expansão:
a. Número de casos novos;
b. Número de reprodução Rt;
 
O modelo proposto para monitoramento da evolução da pandemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) contempla as regiões de atuação da Universidade Federal de Ouro Preto (Ouro Preto, Mariana, João Monlevade e Belo Horizonte). O modelo avalia quatro indicadores destinados a mensurar a propagação da COVID-19 e a capacidade de atendimento do sistema de saúde. 
 
A capacidade de atendimento do sistema de saúde, será avaliada por meio de dois indicadores, observados os seguintes pesos:
I- A taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva com respiradores disponíveis, com peso total 60%;
II- A taxa de ocupação de leitos de isolamento COVID-19 disponíveis, com peso total de 40%;
 
A propagação da COVID-19 será avaliada por meio de dois indicadores, observados os seguintes pesos:
I- A velocidade de avanço da pandemia, com peso total de 50%, será mensurada por meio da taxa percentual de aumento do número da média móvel de casos de COVID-19 dos últimos 7 dias, em relação à média móvel dos 14 dias pregressos;
II- O número de reprodução Rt, com peso total de 50%;
 
Os critérios, as medidas, os pesos e os indicadores que compõem o sistema de monitoramento da evolução da epidemia de COVID-19 poderão ser modificados, excluídos, reduzidos ou ampliados, diante de evidências científicas que recomendem a sua atualização ou aperfeiçoamento.
 
Taxa percentual de ocupação de leitos de terapia intensiva com respiradores disponíveis
 
Durante a pandemia causada por patógenos respiratórios como SARS-CoV-2, que provoca a COVID-19, número grande de pacientes necessitam de cuidados no setor de terapia intensiva. Assim, com o avanço da doença aumenta a demanda por ventiladores nos serviços de saúde.
 
Diversos autores assumem que a existência de leitos de Unidades de Terapia Intensiva é efetivo na redução de mortalidade nos doentes em insuficiência respiratória grave.
 
 
Faixa de bandeiras: Alta ≤50%), Médio (50%- 70%), Baixa (≥ 70%)
 
O cálculo do número de pacientes-dia em UTI COVID-19 é obtido pelo somatório do número de pacientes internados (dia-a-dia) no período. 
 
∑ Número  de  pacientes-dia UTI COVID-19 no período
 
O cálculo do número de leitos-dia UTI COVI-19 é obtido pelo somatório do número de leitos operacionais (dia-a-dia) no período.
 
∑ Número de leitos-dia operacionais UTI COVID-19 no período
 
O cálculo da taxa de ocupação dos leitos de UTI COVID-19 será obtido pela fórmula: 
 
 
 
Taxa percentual de ocupação de leitos de isolamento COVID-19
 
Durante a infecção por COVID-19 os pacientes podem permanecer assintomáticos; apresentar sintomas leves, moderados ou graves, ou desenvolverem quadros de SRAG.
 
A taxa de letalidade no Brasil de acordo com dados do Ministério da Saúde, em 25 de novembro de 2020, é de 2,8%.
 
Dessa forma, leitos de internação são demandados e poderá gerar colapso do sistema de saúde.
 
 
Faixa de bandeiras: Alta ≤50%), Médio (50%- 70%), Baixa (≥ 70%)
 
O cálculo do número de pacientes-dia em enfermaria COVID-19 é obtido pelo somatório do número de pacientes internados (dia-a-dia) no período. 
 
∑ Número  de  pacientes-dia enfermaria COVID-19 no período
 
O cálculo do número de leitos-dia enfermaria COVID-19 é obtido pelo somatório do número de leitos operacionais (dia-a-dia) no período.
 
∑ Número de leitos-dia operacionais enfermaria COVID-19 no período
 
O cálculo da taxa de ocupação dos leitos de enfermaria COVID-19 será obtido pela fórmula:
 
Taxa de expansão de casos novos
 
A expansão da pandemia pode estar correlacionada ao aumento de demanda por leitos hospitalares, à ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva, ao consumo de insumos e ao colapso dos serviços de saúde. Ao mesmo tempo, pode ter relação com a ampliação das taxas de letalidade devido ao aumento dos indivíduos infectados.
 
Faixas de bandeiras: Baixo (<-15%); Médio (-15%-15%) e Alto (>15%)
 
Cálculo:
 
A média móvel dos casos confirmados (MMC) para o local i e na data j é calculada para uma janela temporal de 7 dias através da equação abaixo, em que dc é o tamanho da série disponível, no respectivo local, a partir do primeiro caso confirmado.
 
A MMC será monitorada a partir da variação relativa às respectivas médias móveis de 14 dias atrás, expressas por:
 
VRi = (MMi – MMi-14)/MMi-14 * 100
 
Número de reprodução Rt
 
Em Epidemiologia, chamamos de R0 a capacidade de contágio de uma doença. O R0 representa o número de indivíduos que, em média, serão infectados por cada pessoa infectada. É como se o R0 representasse a taxa de transmissão (os casos secundários) a partir dos casos primários (as pessoas já infectadas), em uma população em que todos são suscetíveis. 
 
O R0 é uma métrica estática e a velocidade de transmissão é afetada pelas medidas de contenção como o distanciamento social, uso de máscaras e álcool 70% etc. Então, uma medida dinâmica é necessária para o monitoramento dos contágios ao longo do tempo. Uma medida bastante útil é o número efetivo de reprodução Rt, que é o R0 em cada instante de tempo, de forma a captar as mudanças na taxa de contágios após as políticas de contenção da pandemia.
 
Na literatura existem vários métodos para estimar R ao longo de uma epidemia. No entanto, eles são geralmente difíceis de implementar. O método adotado neste protocolo para calcular o R0 é baseado no modelo SIR, que é estimado a partir de equações diferenciais ordinárias. Este modelo é considerado robusto, mesmo com limitações, para modelar epidemias como a COVID-19, e mostra a evolução de uma população suscetível S, infectada I e recuperada R. O modelo SIR utiliza as variáveis:
 
I- Suscetíveis: indivíduos ainda não expostos e que podem adquirir a infecção.
II- Infectados: indivíduos infectados, doentes ou não, que podem transmitir para outras pessoas.
III- Recuperados/Removidos: indivíduos que se infectaram e se recuperaram, adquirindo imunidade; ou os que morreram em decorrência da doença.
 
Faixas de bandeiras: Baixo (<1,00); Médio (1,00 a 1,20) e Alto (>1,2)
 
 
Cálculo:
 
O modelo SIR, proposto por Kermack e McKendrick (1927, 1991), é um dos fundamentais entre os epidemiológicos, e consiste em explicar o comportamento de uma epidemia dividindo uma população em 3: suscetíveis (S), Infectados (I) e recuperados (R). A partir desta organização busca resolver o sistema de equações diferenciais a seguir:
 
 
Nela, N é a população, S é o número de suscetíveis (assume-se que no início da epidemia toda a população poderia ser suscetível), I é o número de infectados, R é o número de recuperados, β é a taxa de infecção, γ é a taxa de recuperação e t é o tempo em dias. Portanto, N = S + I + R é o total da população. Neste modelo SIR supõe-se que indivíduos já infectados não podem ser infectados novamente.
 
 
A taxa de reprodução (R0) é obtida pela razão das taxas de infecção e de recuperação, expressa pela seguinte equação: 
 
A taxa de reprodução efetiva (Rt) é o R0 em cada instante de tempo. A situação é considerada endêmica quando, em média, cada pessoa infectada infecta exatamente uma outra pessoa (Rt=1). Um número maior que 1 (Rt>1) faz com que o número de pessoas infectadas cresça exponencialmente e, dessa forma, a situação é chamada de epidemia. E por fim, qualquer número menor que 1 (Rt<1) levará à eliminação da doença.  
 
No caso de Ouro Preto, temos um Rt, atualizado em 15 de outubro de 2020, igual a 1,0618. Ou seja, uma velocidade de contágio que permite, como exemplo, que aproximadamente 100 pessoas infectadas transmitam para 106. Estas, por sua vez, transmitem para 113, que transmitem para 120 e assim por diante (uma multiplicação por 1,0618), em uma função exponencial.
 
 
Modelo
 
O indicador taxa de ocupação UTI COVID-19 será classificado da seguinte forma:
I- Nota 3, quando o escore apurado for igual ou superior a 70% em pelo menos uma das três últimas semanas;
II- Nota 2, quando o escore apurado for superior a 50% e inferior a 70% nas últimas três semanas;
III- Nota 1, quando o escore apurado for igual ou inferior a 50% nas últimas três semanas;
 
O indicador taxa de ocupação de enfermaria COVID-19 será classificado da seguinte forma:
I- Nota 3, quando o escore apurado for igual ou superior a 70% em pelo menos uma das três últimas semanas;
II- Nota 2, quando o escore apurado for superior a 50% e inferior a 70% nas últimas três semanas;
III- Nota 1, quando o escore apurado for  igual ou inferior a 50% nas últimas três semanas.
 
O indicador taxa de expansão de casos novos de COVID-19 será classificado da seguinte forma:
I- Nota 1, quando o escore apurado for inferior a -15% nas últimas três semanas;
II- Nota 2, quando o escore apurado for igual ou superior a -15% e inferior a 15% nas últimas três semanas;
III- Nota 3, quando o escore apurado for superior a 15% em pelo menos uma das três últimas semanas;
 
O indicador número de reprodução Rt para COVID-19, será classificado da seguinte forma:
I- Nota 1, quando o escore apurado for inferior a 1,00 nas últimas três semanas;
II- Nota 2, quando o escore apurado for igual ou superior a 1,00e inferior a 1,20 em pelo menos uma das últimas três semanas;
III- Nota 3, quando o escore apurado for superior a 1,20 nas últimas três semanas;
 
Serão alocados os indicadores analisados em quatro faixas de alocação no modelo proposto:  
 
Capacidade de resposta do sistema de saúde: 
 
Fator de Ponderação
Alta < 1,50
Média > 1,51 < 2,50
Baixa > 2,51 ≤ 3,00

Expansão da pandemia: 

Fator de Ponderação
Baixo < 1,50
Média > 1,51 < 2,50
Alto > 2,51 ≤ 3,00
 
 
 
Tabelas 
 
Tabela 1: Diretrizes e orientações de acordo com as quatro fases para as atividades presenciais.
 
Todas as atividades realizadas deverão ser desenvolvidas respeitando o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas.
 
 
1 Casos excepcionais serão tratados no SIASS
*A depender de cada caso: utilização de solução de hipoclorito de sódio a 0,1, álcool 70% ou álcool isopropílico.
**As porcentagens/proporções de ocupação de espaços não se sobrepõem as medidas de distanciamento social, a distância de 1,5m deve sempre ser observada em qualquer cenário da pandemia até que uma vacina esteja amplamente disponível e haja ampla cobertura vacinal na comunidade acadêmica.
*** As indicações apresentadas nesta tabela não excluem as recomendações de biossegurança constantes nesse protocolo.
 
 
Tabela 2: Grau de risco, reabertura e ações mínimas para Unidades e Setores da UFOP Mapeados no Plano de Biossegurança
 
 
1 Considerando o fluxo e o contato entre pessoas
2 Deverá ser planejada pela diretoria de cada unidade
3 Orientações básicas de ações de distanciamento social, sendo que as demais ações, deverão ser planejadas pela diretoria de cada unidade
 
 
 
 
 

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