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Núcleo de Estudos da EDTM debate violência na Universidade e na comunidade

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Ivan Vilela

O Núcleo de Estudos em Diversidade, Gênero e Sociedade (NEDGS) é uma ação vinculada ao Departamento de Direito, da Escola de Direito, Turismo e Museologia (EDTM), coordenado pelos professores Tatiana Ribeiro e Luiz Garcia. O grupo, que teve início em novembro de 2014, realiza reuniões semanais que visam o debate sobre inclusão, tratando de temas como a teoria do reconhecimento, a teoria queer e a cultura do estupro na Universidade. As reuniões são abertas para quem quiser participar.

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Arquivo Núcleo
NEDGS no XXXI Encontro Mineiro de Estudantes de Direito

O Núcleo firmou parceria com a Pró-reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace) e a Reitoria, possibilitando mais visibilidade na Universidade. De acordo com a coordenadora discente Ana Carolina Silva, aluna do 4º período de Direito, a reivindicação principal é uma reforma na ouvidoria da UFOP, baseada em algumas universidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma análise dos estatutos das repúblicas federais a fim de reduzir os casos de violência, seja moral ou física, nessas residências. 

"A gente sempre busca dar voz aos oprimidos", conta Michelly Marins, do 4º período de Direito e também coordenadora discente do projeto. A proposta é conversar, debater, ouvir e esclarecer para entender quais tipos de violência cada indivíduo sofre e o que pode ser feito para que isso diminua. Para este ano, o núcleo pretende focar nos debates sobre as formas de acabar com a violência contra a mulher no ambiente universitário, incluindo as repúblicas estudantis. 

Bullying - O núcleo desenvolve ainda um projeto que discute o bullying nas escolas. A primeira ação direta foi realizada em março de 2016, na turma do 4º ano da Escola Municipal Simão Lacerda, em Ouro Preto, onde foram abordados temas acerca da inclusão com oficinas, brincadeiras e histórias em quadrinhos. Ana Carolina conta que a metodologia utilizada foi trabalhar o conceito de alteridade ao questionar a criança: "você gostaria de ser tratado assim?". A ação também levou propostas para os professores da escola, com materiais baseados na filosofia do educador Paulo Freire. 

O projeto também tem a intenção de atuar na comunidade, visando reduzir os casos de violências contra as minorias. "Na Universidade as pessoas são agredidas, na comunidade elas são mortas", afirma Michelly. 

O grupo passou a adotar processos seletivos para a entrada de membros fixos, nos quais estudantes de graduação e pós-graduação de qualquer curso podem participar. 

Atualmente, são 23 discentes de variados cursos atuando no NEDGS. 

Para mais informações visite a página do Núcleo no facebook.

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Arquivo Núcleo
Equipe do NEDGS com integrantes e voluntários

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