Ir para o conteúdo

Iniciação Científica é oportunidade para novas experiências e prêmios

Twitter icon
Facebook icon
Google icon

Danielle Campez 

Os alunos que entraram agora na Universidade, os que estão no meio do curso e aqueles que já estão na reta final podem diversificar seu conhecimento. Dentre muitas oportunidades, a da iniciação científica oferece a experiência de antecipar um possível futuro profissional. 

Para a coordenadora da Iniciação Científica e também professora da Ufop, Lisandra Brandino de Oliveira, a execução de um projeto envolve responsabilidade, disciplina, trabalho em equipe, a capacidade de resolver problemas e criar questões e hipóteses, buscar respostas etc. Esses fatores são cruciais para o crescimento do estudante. Segundo ela, independentemente de ele vir ou não a continuar na área da pesquisa, é importante o contato até para futuras entrevistas de emprego.  "Os alunos que pretendem continuar seus estudos na pós-graduação, tem a Iniciação Cientifica como o primeiro passo para ingressarem na pesquisa, conhecer como ela deve ser realizada, as etapas envolvidas, os sucessos e as dificuldades. Além disso, podem desenvolver um espírito científico crítico que poderá ajudá-lo em suas atividades pessoais e profissionais", assinala Lisandra. 

A pesquisa
A Iniciação Científica é um modo de o aluno treinar sua escrita acadêmica, melhorar suas ideias sobre o assunto e acima de tudo, desenvolver a criatividade. Segundo Lisandra, a pesquisa é um dos recursos que a Universidade possui para criar, transformar, aprimorar o conhecimento/ideias, podendo gerar novas tecnologias, produtos ou processos. Além disso, prepara os graduandos para serem os futuros discentes dos cursos de pós-graduação. “Para o professor, é a possibilidade de transmitir os conhecimentos relativos a sua linha de pesquisa e contribuir para a formação destes alunos, que podem vir a se tornarem futuros mestres e doutores”, esclarece.  Ela explica ainda que há vários Programas de Iniciação Cientifica, alguns financiados com bolsa por agências externas e pela própria Universidade, e o Programa Institucional de Voluntários de Iniciação Cientifica. A Universidade também disponibiliza uma ajuda de custo para os alunos que apresentam seus trabalhos em congressos/simpósios, dentre outros. 

Prêmio
E foi assim que o aluno Rafael Gonçalves de Oliveira, do curso de Engenharia Mecânica conseguiu o prêmio do Centro Brasileiro da Construção em Aço. A partir de um projeto que levava o tema de “Aplicação do guia PMBOK no gerenciamento de projetos de montagem de estrutura metálica” e orientado professor Washington Luís Vieira, o estudante ganhou uma bolsa no valor de 12 mil reais. Segundo o orientador, a premiação entra como um recurso. “Com ele, vamos comprar computador, impressora, trabalhar na melhoria do projeto, o custeio das pesquisas em outras cidades, hospedagem, passagem, etc e uma parte vai para a bolsa do aluno”, explica. O orientador ainda explica que a comissão do prêmio queria trabalhos que auxiliassem na melhoria de processos na parte de construção e aço. Como o projeto do aluno era originalmente feito na parte da mineração, eles fizeram as alterações e enviaram. Foram mais de 90 trabalhos enviados de todo o Brasil e três foram contemplados com a bolsa.  No ano quevem, o aluno também vai apresentar o mesmo projeto no Congresso Brasileiro de Construção e Aço. 

Dica
A professora Lisandra deixa a dica para quem gostaria de ingressar na Iniciação Científica: “Selecione uma linha de pesquisa, uma área que desperte seu interesse. Entre em contato com o pesquisador e pergunte se haveria a possibilidade de acompanhar/participar de um dos seus projetos, conhecer as metodologias aplicadas, se inteirar da área de pesquisa que deseja ingressar”, orienta.