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Professor da UFOP é convidado para ser editor-chefe de revista do Brasil no campo da saúde do trabalhador

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Arquivo pessoal
Homem branco, de camisa azul clara, discursa com microfone na mão.
O professor Raoni Rocha Simões, do Departamento de Engenharia de Produção, Administração e Economia (Depro) da UFOP, foi convidado para ser o editor-chefe da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, publicação vinculada à Fundacentro e reconhecida como referência nacional na área de saúde e segurança do trabalho. 
 
Em sua trajetória acadêmica e profissional, Raoni reúne vasta experiência com temas que dialogam diretamente com a pauta da revista. É graduado em Engenharia de Produção e em Fisioterapia, possui mestrado em Ciências Sociais e Humanas e doutorado em Engenharia, uma formação interdisciplinar que, segundo ele, ajuda a construir uma visão ampliada sobre os problemas do trabalho e da saúde. 
 
Desde o início da carreira de pesquisador, por volta do ano de 2010, sua produção foi voltada para investigar como o trabalho impacta a saúde física, mental e emocional das pessoas. Além da atividade investigativa, o docente destaca que dedica parte significativa de seu trabalho à escrita e à divulgação científica, prática que considera essencial para transformar projetos e dados em conhecimento útil para a área.
 
Sua experiência editorial prévia é outro motivo para sua escolha, visto que atuou como editor-chefe da Revista Ação Ergonômica, da Associação Brasileira de Ergonomia, por dois anos. O pesquisador considera essa atuação como formadora para o novo cargo na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, onde será acompanhado pelos pesquisadores Leila Garcia e Eduardo Algrante. 
 
Por ser uma publicação da Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do Trabalho e dedicado à pesquisa em saúde e segurança do trabalho com mais de cinco décadas de existência e histórico de artigos referenciados nacionalmente e internacionalmente, o professor menciona que essa nova posição editorial exige ainda mais responsabilidade sobre a qualidade e a pertinência dos trabalhos publicados. 
 
Sobre o convite, afirma sentir uma satisfação imensa. Ele enxerga a função não apenas como um reconhecimento acadêmico, mas também como uma oportunidade de contribuir para debates que coloquem a vida e o bem-estar das pessoas no centro das prioridades em contextos de produção econômica intensa. Em suas palavras, a existência de um periódico dedicado a essas questões representa "uma forma de resistência e de valorização da vida no trabalho", num cenário em que as consequências das pressões por produtividade sobre os trabalhadores e o meio ambiente são frequentemente desconsideradas.

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