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Professor da UFOP participa do Hub Minas Serpro e debate o uso da IA no setor público

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Arquivo pessoal
Um homem de cabelo e barba preta, usando uma calça preta e um blazer bege, apresenta uma palestra em pé em uma sala de paredes brancas. Um slide está projetado na parede com o título “Inteligência Artificial para Políticas Públicas”.
O professor do Departamento de Computação da UFOP e coordenador do Bacharelado em Inteligência Artificial, Rodrigo Cesar Pedrosa Silva, participou do Encontro de Integração do Ecossistema Hub Minas Serpro, em Belo Horizonte. O evento, que visa promover debates sobre inovação, transformação digital e desenvolvimento tecnológico, reuniu representantes do setor público, academia, startups e instituições parceiras.
 
O encontro teve como objetivo fortalecer conexões estratégicas entre diferentes ecossistemas de inovação, fomentando colaborações entre governo, universidades e setor produtivo. A proposta também incluiu ampliar oportunidades de negócios, pesquisa e desenvolvimento, além de estimular a criação de soluções tecnológicas alinhadas às demandas de modernização dos serviços públicos.
 
Durante a programação, o docente apresentou a palestra “Inteligência Artificial para Políticas Públicas”, na qual discutiu o potencial da inteligência artificial na gestão pública e no atendimento ao cidadão. Entre os exemplos levantados, destacam-se o uso de chatbots e assistentes virtuais para ampliar serviços, modelos preditivos — algoritmos estatísticos que analisam registros históricos para antecipar demandas — e métodos de apoio à decisão baseados em dados.
 
A apresentação também explorou aplicações voltadas à formulação e avaliação de políticas públicas, com destaque para o uso de modelos causais capazes de estimar impactos e orientar decisões mais eficientes. Nesse contexto, o professor ressaltou que a IA pode ampliar significativamente a capacidade analítica do setor público. “Com IA, é possível fazer esse tipo de análise de forma contínua, para milhões de registros administrativos, atualizando as estimativas à medida que novos dados chegam”, explicou.
 
Segundo ele, esse avanço permite compreender com mais precisão os efeitos das políticas públicas sobre diferentes grupos da população, algo que, tradicionalmente, exigiria estudos mais demorados e com escopo limitado.
 
Apesar do potencial, Rodrigo Silva chamou a atenção para os riscos envolvidos. “Ao mesmo tempo em que ela escala soluções, também pode escalar problemas”, afirmou, destacando a necessidade de profissionais qualificados para lidar com essas ferramentas de forma crítica e responsável.
 
O docente também avaliou que o desenvolvimento tecnológico tem avançado em ritmo mais acelerado do que a capacidade de regulação. "Isso é até natural, já que não dá para regular algo que ainda está em construção. De qualquer forma, precisamos acelerar esse processo, principalmente para garantir mecanismos de governança e mitigar riscos”, pontuou.
 
Nesse cenário, o Bacharelado da UFOP busca formar profissionais preparados não apenas do ponto de vista técnico, mas também ético e social, com disciplinas nas quais as ementas incorporam discussões sobre o uso responsável da tecnologia e que são voltadas à análise de riscos, segurança e governança em IA.

 

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