
Criado por Ady Carnevalli em qua, 30/09/2026 - 16:54 | Editado por Ady Carnevalli há 1 hora.
O projeto "Restaurando linguagens afetivas com homens que cumprem a Lei Maria da Penha", desenvolvido no Laboratório de Linguagens Afetivas (Lalia) pela ex-aluna da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Andreia Donadon Leal, está entre os vencedores do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral, edição 2026, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.
A premiação destaca iniciativas de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas. O reconhecimento contempla diferentes tipos de experiências e também busca incentivar propostas que possam contribuir para o aprimoramento da atuação do Sistema de Justiça.
O LABORATÓRIO - O Lalia trabalha com homens autores de violência submetidos às medidas previstas na Lei Maria da Penha, utilizando processos de reeducação e atividades de Arteterapia como parte da proposta de enfrentamento à violência de gênero. O projeto submetido ao CNJ se apresenta como uma alternativa não convencional.
"A Arteterapia configura seu diferencial, uma vez que proporciona reflexões acerca da educação masculina e abre possibilidades para a compreensão de que delicadeza não diminui a masculinidade", ressalta Andreia. "Assim, trabalhos manuais, com barro, e textuais, com poesia, demonstraram, ao longo do projeto, ser capazes de abrandar impulsos violentos e fazer emergir linguagens não violentas."
O Laboratório é resultado da parceria entre a Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil (Alacib-Mariana) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). As ações são desenvolvidas na Casa de Cultura e na Comarca de Mariana.
Além de Andreia, artista, professora e arteterapeuta, participam da coordenação os docentes da UFOP José Benedito Donadon Leal, poeta e professor emérito da Universidade, e Ludmilla Camilloto, psicóloga, advogada e professora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS); o artista visual e mestrando do curso de História, Lucas Machado; e o advogado Saulo Camêllo.



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