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Elisa Freixo e Maurício Freire em concerto comemorativo aos 25 anos de restauro do Órgão da Sé

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Uma série de concertos especiais marca as festividades dos 25 anos da restauração do Órgão Arp Schnitger da Catedral da Sé de Mariana (MG). No dia 6 de dezembro, domingo, às 12h15, a organista Elisa Freixo recebe o flautista Maurício Freire em um concerto com obras Boismotier, Telemann e Mozart. Ingressos a partir de R$ 15,00.

O órgão Arp Schnitger da Sé de Mariana é um dos instrumentos mais valiosos do país, contando com projeção e interesse internacionais. Parte de um pequeno acervo de pouco mais de 30 instrumentos da manufatura do grande organeiro estabelecido em Hamburgo, o exemplar da Sé de Mariana é o único que se encontra fora da Europa. Hoje em dia, os órgãos construídos por Arp Schnitger são comparados, em termos de qualidade e importância para a história da música, aos violinos de Stradivarius. Na Europa há um movimento visando elevar esse pequeno acervo à categoria de Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

O órgão da Sé  de Mariana, construído entre 1700 e 1710 em Hamburgo e enviado como presente do rei de Portugal para o primeiro bispo de Mariana, comemorou em 2003 seus 250 anos de estadia em na cidade (o primeiro registro escrito do uso do órgão nas celebrações data de 1753). Nesse longo período de estadia, ficou em silêncio por quase 50 anos, voltando a soar em 8 de dezembro de 1984, após a sua primeira restauração. Em fevereiro de 2002, próximo de completar o seu tricentenário de construção foi encerrada uma segunda etapa de restauro que devolveu ao instrumento uma série de características históricas originais, como um sistema de afinação antigo e o conjunto de foles com acionamento tanto elétrico como mecânico. 

Outro motivo de destaque é o fato do órgão da Sé ser o Arp Schnitger mais tocado no mundo. Graças ao projeto de concertos regulares todas as sextas e domingos durante todo o ano, ele é apresentado pelo menos 100 vezes ao ano, sem contar os concertos extras. 

Maurício Freire (flauta) - é  professor de flauta da UFMG, onde já atuou como diretor da Escola de Música e Diretor Adjunto de Relações Internacionais. Graduado pela mesma instituição em 1987, é o único flautista a receber o título de doutorado, com honras, no reconhecido New England Conservatory, EUA. Desde 2003 tem atuado como 1º. Flautista Solista convidado da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Trabalhou com importantes compositores como Thea Musgrave, Ezra Sims, H. J. Koellreuter e Eduardo Bértola atuando no Boston MusicaViva, um dos principais grupos de música contemporânea dos EUA, e no Grupo de Música Contemporânea da UFMG. Apresentou-se nas principais salas do país além dos EUA, Europa e América do Sul. Em Boston se apresentou como solista com a Boston Chamber Music Society, o New England Conservatory Bach Ensemble e Contemporary Ensemble. Em 2005 apresentou-se ao lado do pianista Nelson Freire no Festival Piano aux Jacobins em Toulouse, França. Mantém desde 1998 um duo com o pianista Miguel Rosselini, com quem em 2008 realizou uma série de recitais na Alemanha e gravou um CD que acaba de ser lançado. Mantém também um duo com a cravista e organista Elisa Freixo com quem se apresenta regularmente em concertos. De 2000 a 2002 foi professor visitante do Wellesley College  e do College of the Holy Cross, nos EUA. Suas gravações incluem a Suíte em Si menor de Bach, Jazz Suite de Bolling, Choros de Abel Ferreira e diversos CD’s com a OSESP. Entre seus professores figuram James Galway, Paula Robison, Fenwick Smith, Expedito Vianna, Artur Andrés e Antônio Carrasqueira. 

Elisa Freixo (órgão) - tem uma das mais importantes carreiras do país na atualidade, no campo da música erudita. Após ter concluído seus estudos no Brasil, viveu quatro anos na Europa. Estudou órgão e cravo, tendo cursado a Escola Superior de Música e Artes Cênicas de Hamburgo, Alemanha, a Schola Cantorum de Paris e o Conservatório Nacional de Rueil Malmaison, França. De volta ao Brasil em 1982, vem se apresentando aqui e no exterior em inúmeros concertos de órgão, cravo e fortepiano, e desenvolvendo uma atividade paralela como camerista. A partir de 1985, gravou 12 discos e CD’s, dos quais seis de produção independente, dedicados a obras de J.S.Bach, Mendelsohn, autores românticos, e uma série composta até agora de três volumes dedicada ao órgão da Sé de Mariana. Seu primeiro CD, com o selo Auvidis-Valois francês, dedicado ao repertório espanhol do século XVIII, recebeu um prêmio inédito entre artistas brasileiros: o Grand Prix du Disque da Nouvelle Academie Française, uma das distinções mais importantes do mercado fonográfico mundial. É responsável pela Série de Concertos Regulares do Órgão da Sé de Mariana (MG), da manufatura Arp Schnitger, instalado na Catedral da Sé dessa cidade. Reside hoje em de Tiradentes, Minas Gerais, onde também foi responsável pelo restauro do órgão histórico da Matriz de Santo Antônio e hoje coordena os concertor semanais.