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Inscrições abertas até 25 de setembro

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Estão abertas até 25 de setembro as inscrições da edição de 2026 do Encontro de Saberes. Para o envio de trabalhos é necessário realizar a inscrição no site do evento. A submissão deve ser feita pelo responsável pela apresentação no dia do evento que, obrigatoriamente, deverá ser um dos autores. 

Já as propostas de minicursos podem ser enviadas até 30 de setembro. Nesta edição, todos os minicursos deverão ser realizados remotamente.

O Encontro acontece de 10 a 12 de novembro no Centro de Artes e Convenções da UFOP, em Ouro Preto e, pela primeira vez, será realizada uma edição em João Monlevade, no Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea), onde a universidade oferta cinco cursos de graduação e dois de pós-graduação.

No Icea, o evento será nos dias 26 e 27 de outubro, concomitante à 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação de mobilização e popularização do conhecimento.

TEMA - Neste ano, o tema do Encontro é “Ciência Aberta e Inclusiva: Democratização dos Saberes”, reafirmando o compromisso institucional da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com a integração entre ensino, pesquisa, extensão, cultura e inovação tecnológica, ampliando o diálogo entre universidade e sociedade.

Leia mais sobre o tema no site do Encontro.

ARTE - A marca do Encontro de Saberes traz o símbolo da acessibilidade criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. O símbolo pretende representar todos os tipos de deficiência, inclusive as invisíveis.

O tema da SNCT de 2026, "Ciência Delas", é incorporado ao do Encontro de Saberes. A pauta destaca a equidade de gênero, o protagonismo das mulheres na produção científica e a eliminação de assimetrias nos espaços acadêmicos. A discussão converge para o tema central do evento ao demonstrar que a democratização do conhecimento requer a garantia de acesso, permanência e liderança feminina, fortalecendo a diversidade e a inclusão social no ambiente universitário.

Na arte, a “ciência delas” aparece na imagem de mulheres de diferentes áreas do conhecimento e dos saberes. São elas:

Maria da Penha Maia Fernandes
Ativista do direito das mulheres, Maria da Penha é farmacêutica bioquímica e símbolo de uma importante ferramenta legislativa contra a violência doméstica, a Lei Maria da Penha. É doutora honoris causa pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pela Universidade de São Paulo (USP) e também é fundadora do Instituto Maria da Penha, uma organização que busca garantir a aplicação integral da lei.

Enedina Alves Marques
Professora e pioneira engenheira brasileira, entrou para a história como a primeira mulher a se formar em engenharia no Paraná, no ano de 1945, em uma turma com 32 homens, sendo também a primeira engenheira negra do Brasil. Trabalhou no Plano Hidrelétrico do estado e atuou no aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu. Para muitos, a Usina Capivari-Cachoeira foi seu maior feito como engenheira.

Lélia Gonzalez
Intelectual, autora, ativista, professora, filósofa e antropóloga brasileira. É referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe no Brasil, América Latina e pelo mundo, sendo considerada uma das principais autoras do feminismo negro no país. Foi pioneira em pesquisas sobre Cultura Negra no Brasil e cofundadora do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras do Rio de Janeiro (IPCN-RJ) e do Movimento Negro Unificado (MNU).

Dhessyca Maria Vitória Gonçalves Soares
Primeira mulher indígena a se formar em Engenharia Química pela Universidade Federal do Pará (UFPA), em 2025. Atuou como ativista na Associação dos Estudantes Indígenas da UFPA, desempenhando atividades de organização de recursos financeiros para apoiar a permanência de estudantes indígenas. Atualmente faz parte do Programa de Pós-graduação em Engenharia Química da mesma Universidade e segue como figura de referência para outras meninas indígenas no país. 

Vulkanika Pokaropa
Travesti, nascida em Presidente Bernardes, interior de São Paulo, é mestra em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Performer, poeta, artista visual e produtora cultural, sua pesquisa aborda a presença de pessoas transexuais, travestis e não binárias nas artes. Foi a primeira travesti do Brasil a ter um trabalho comprado por um museu nacional, tendo obras nos acervos do MAM-SP E DO MAC-Paraná.

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