A diminuição da participação feminina nos níveis mais altos decorre de uma combinação de fatores, que incluem maternidade, excesso de trabalho e invisibilização. A maternidade ainda é lida pelo sistema como “queda de produtividade” e não como um processo social. Enquanto homens não têm a carreira afetada pela paternidade, mulheres enfrentam editais que desconsideram pausas necessárias para o cuidado, que infelizmente ainda não é distribuído entre homens e mulheres de maneira igualitária. O ambiente científico ainda exige um modelo de dedicação integral e competitividade agressiva, moldado em valores socialmente masculinos que ignoram a dupla jornada histórica das mulheres....