A 12ª edição do Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin) reuniu cerca de 2 mil participantes no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), consolidando o evento como um dos principais fóruns de discussão sobre pesquisa mineral no país. Realizado pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (Adimb), o encontro promoveu debates sobre mineração, transição energética, inovação, sustentabilidade e formação profissional.
Durante o evento, a vice-reitora da UFOP, Roberta Froes, recebeu uma homenagem em nome da Universidade pelo apoio à realização do Simexmin ao longo dos anos. Segundo ela, o reconhecimento foi concedido à instituição por acolher o evento em suas diferentes edições e contribuir para sua realização. “A homenagem foi um reconhecimento de que a Universidade tem sido uma parceira importante para o Simexmin”, destacou Roberta.
Para a vice-reitora, sediar um evento desse porte reforça o papel da UFOP no desenvolvimento do setor mineral. “A indústria mineral precisa da universidade, precisa da academia, da nossa presença atuando e construindo novas estratégias. Esse espaço que a UFOP abre para sediar o evento é importante para a instituição nesse sentido”, afirmou.
A programação contou com sessões temáticas, apresentação de trabalhos acadêmicos, exposição de pesquisas, minicursos e debates com representantes da indústria, da academia e do poder público. A UFOP participou ativamente das atividades por meio de docentes, pesquisadores, estudantes e gestores da instituição. Entre os destaques, esteve a apresentação do projeto Capes Global – Rede Minera Mundi, apresentado pelo professor Gustavo Melo, do Departamento de Geologia.
De acordo com Roberta, a Universidade já desenvolve pesquisas relacionadas à mineração em diferentes áreas, incluindo mitigação de impactos, reaproveitamento de rejeitos e educação socioambiental. Com a aprovação do programa Capes Global – Rede Minera Mundi, a instituição amplia também sua atuação internacional. “O programa veio para coroar toda a pesquisa que já estava sendo desenvolvida na Universidade, agora com um grande potencial de internacionalização”, ressaltou.
Para a coordenadora do Centro de Artes e Convenções da UFOP, Júnia Alves, o Simexmin gera impactos positivos tanto para a Universidade quanto para Ouro Preto. Segundo ela, o evento facilita a participação de estudantes e pesquisadores da instituição, promove oportunidades de estágio e fortalece parcerias acadêmicas e institucionais.
Além do impacto acadêmico, Júnia destaca a movimentação econômica gerada na cidade. “O evento envolve toda a cadeia do turismo, garantindo ocupação dos meios de hospedagem e alimentação, além de gerar empregos diretos e indiretos. Os participantes também utilizam serviços locais, visitam atrativos turísticos e movimentam diversos setores da economia”, afirmou.
Realizado a cada dois anos, o Simexmin é considerado um dos principais encontros técnico-científicos da área de exploração mineral no Brasil e reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e empresas para discutir os avanços e os desafios do setor.