Criado por Lígia Souza em ter, 27/10/2026 - 18:58 | Editado por Ciro Mendes há 13 horas.
Diante das novas configurações das relações sociais, refletir sobre as motivações e papéis de cada um se torna um desafio cada vez mais complexo. Até mesmo dentro do ambiente acadêmico, como na Universidade Federal de Ouro Preto, os sentimentos que movem seus entes podem revelar divergências e identificações segmentadas. Essa situação parece se tornar ainda mais contundente quando esse segmento da sociedade está no centro de discussões ideológicas, motivadas pelo momento político atual do Brasil.
Na matemática, a razão representa o quociente entre duas grandezas, a relação proporcional e estruturada que estabelece equilíbrio entre partes. Na sociedade, quando entendemos que o resultado depende da grandeza das forças, é necessário avaliar como cada pólo influencia no equilíbrio. A educação capacita os indivíduos para avaliar e interferir nesses processos, encaminhando transformações de forma equitativa no âmbito das políticas públicas, e não somente em uma perspectiva de mérito.
Na filosofia e na linguagem cotidiana, a razão traduz a faculdade de pensar, o julgamento justo e a busca pelo bem comum através da lógica. Sendo servidores públicos da educação, atuamos cotidianamente como a expressão viva dessa racionalidade estatal. Temos como função estruturar as condições necessárias para que os direitos constitucionais saiam do papel e se efetivem como possibilidades de acesso ao direito de estudar, às descobertas científicas, às múltiplas vivências da arte e da cultura e à diversas outras possibilidades de transformação do pensamento e do mundo que nos rodeia.
Educar não é apenas cumprir métricas administrativas, mas exercer o discernimento crítico e a justiça social. Ao garantir um ambiente de aprendizagem livre, inclusivo e fundamentado cientificamente, os profissionais da educação pública — docentes e técnicos administrativos — atuam como agentes do pensamento crítico, protegem a sociedade do obscurantismo, nutrindo a capacidade dos estudantes de refletir e agir com autonomia. Em um cenário onde a educação pública é o principal vetor de mobilidade e transformação social, a atuação do servidor público se torna indispensável. Somos um elo entre a estrutura organizacional (a razão técnica) ao compromisso humano com a emancipação do indivíduo (a razão ética).
Defender o fortalecimento do funcionalismo público na educação é, portanto, assegurar que o Estado continue pautado pela razão em sua forma mais plena: uma engrenagem eficiente, humana e estritamente voltada ao interesse coletivo. É nesse sentido que expressamos nosso orgulho de sermos servidores públicos, tendo nesses parâmetros a nossa razão de ser e existir.
Parabéns a todos os servidores da UFOP, que se dedicam diariamente à busca de uma sociedade mais justa, com igualdade de oportunidades, e contribuem para a transformação da sociedade e o desenvolvimento do país.



Ouvidoria




