O ex-aluno do curso de História da UFOP Otávio Luiz Machado (Jaka) lançou o livro "Restaurante da Escola de Minas de Ouro Preto (Remop): um patrimônio cultural universitário brasileiro e marco da assistência estudantil", na quinta (20), na República Aquarius em Ouro Preto.
Otávio deu início ao evento destacando a importância do Remop como patrimônio cultural essencial para o sistema universitário. "Temos que agradecer imensamente às gerações que lutaram para conquistar um importante equipamento, fundamental para a vida universitária, que é o restaurante universitário", afirmou.
Na ocasião, ele também compartilhou a história por trás da criação da obra. Convidado a participar de um seminário na Universidade de São Paulo (USP) sobre patrimônio cultural universitário com o tema "Morar e Comer: Cotidiano Universitário e Práticas Culturais", iniciou sua pesquisa sobre o restaurante da Escola de Minas de Ouro Preto. Já possuidor de um acervo que incluía entrevistas e documentos sobre o espaço, decidiu aprofundar os estudos sobre o tema. A pesquisa resultou no livro, produzido pelo Ponto de Cultura Acervo Otávio Luiz Machado, em que ele explora as relações, interações, convivência e mobilizações presentes nesse ambiente universitário.
Estiveram presentes no evento alunos, patrocinadores e colaboradores da obra. A historiadora e folclorista ouro-pretana Deolinda Santos foi uma das colaboradoras do trabalho, compartilhando o arquivo sobre a Escola de Minas que pertencia ao seu pai, Salvador dos Santos. Deolinda ainda afirmou que, se vivo, com certeza ele estaria presente no evento: "Estou aqui representando ele. Um evento que ele estaria muito feliz de ver".
Durante o lançamento, os presentes demonstraram interesse no retorno do Remop. Os representantes do Centro Acadêmico da Escola de Minas (Caem) destacaram que a volta do restaurante seria importante para fortalecer as repúblicas do Centro. "Um restaurante universitário é mais acessível. Acho que é direito dos estudantes", afirmou o tesoureiro do Caem, Samuel França. A entidade se comprometeu a trabalhar em prol dessa pauta, destacando a importância do diálogo com a Reitoria. O representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFOP, Mauri Caldeira Neto, também defendeu um "restaurante universitário público e gratuito, que seja para todos os estudantes e que ajude aqueles que moram na região central".
O pró-reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Heber de Paula, conversou com os estudantes e destacou que o Remop foi uma importante ferramenta no passado para atender às demandas dos alunos. "No entanto, é necessário alinhar essas demandas com questões jurídicas, avaliar os modelos de contratação que possam ser utilizados e analisar os impactos financeiros, tanto dos recursos que serão demandados externamente quanto dos que poderão ser captados", explicou. Heber reafirmou que a Universidade continua aberta ao diálogo para atender às necessidades da comunidade acadêmica.