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Política de assistência estudantil é debatida em fórum

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Lívia Ferreira

O I Fórum de Assistência Estudantil da UFOP mobilizou professores, estudantes e técnicos de todos os campi, a fim de debater a política de assistência estudantil da Universidade, divulgar as ações desenvolvidas e em desenvolvimento pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace) e apresentar o Comitê Permanente de Assistência Estudantil (Copae). 

O Copae, criada em agosto deste ano, é responsável por estabelecer um fórum permanente, elaborar programas e projetos de assistência estudantil, receber sugestões de estudantes e acompanhar todas as ações da assistência estudantil. 

Organizado pela Prace em conjunto com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Fórum tem como objetivo interligar setores da UFOP, em especial a Prace e a comunidade acadêmica, para que todos participem ativamente de políticas sociais da Universidade e, principalmente, para que haja um meio de divulgar a assistência estudantil e ampliar o diálogo com os estudantes. A ideia surgiu a partir da pesquisa de mestrado da assistente social da UFOP Priscila Sena Gonçalves. Na dissertação, Priscila viu a necessidade de aperfeiçoar a política de assistência estudantil e criar um comitê com a participação dos estudantes.

 

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Lívia Ferreira
O Copae vai priorizar as pautas dos estudantes na assistência estudantil
 

Além de Priscila, foram convidados para compor a mesa do fórum a diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Paulinha Silva; o técnico em Assuntos Educacionais Rafael Magdalena, referência nacional na política de assistência estudantil, e a pró-reitora adjunta da Prace, Sabrina Magalhães Rocha. A pró-reitora apresentou projetos e programas existentes na UFOP, como o de assistência à saúde e o Pidic, além de outros que ainda serão colocados em prática. Também apresentou as ações e setores da Prace, incluindo o Núcleo de Educação Inclusiva (NEI), que passou a integrar essa pró-reitoria.

Rafael Magdalena fez um apanhado histórico da assistência estudantil na UFOP, que é referência nacional, segundo a reitora Cláudia Marliére. Eles abriram o evento junto com Tamires Aquino, ex-presidente do DCE UFOP, e Sabrina Rocha. 

Na apresentação também foi comprovada a importância do investimento na assistência estudantil e em bolsas, como a bolsa permanência, pois, segundo dados do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), 60% dos matriculados na instituição são oriundos de escolas públicas, sendo 21% aprovados nas cotas por renda. Os dados também mostram que a evasão estudantil por parte dos bolsistas é mínima.

Ainda assim, segundo Sabrina, é preciso melhorar cada vez mais. "Precisamos pensar além da bolsa, principalmente com a atual conjuntura (...) conseguimos enxugar alguns projetos, mas isso não é a assistência estudantil que queremos. (...) Buscamos uma universidade diversa em todas as formas, representando o que a sociedade brasileira é", enfatizou, trazendo para o debate a preocupação com os recentes cortes na educação. 

Um dos estudantes presentes no fórum, Guilherme Souza, bolsista e morador do Conjunto I de Mariana, demonstrou preocupação ao dizer que "neste governo vemos que a educação pública e de qualidade está em cheque. Temo que sem os benefícios das bolsas e a política de assistência, muitos ficarão sem condições de se manterem na universidade". Guilherme também tinha expectativas sobre as opções de enfrentamento aos cortes que o Copae traria para os membros discentes.

 

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Lívia Ferreira
Estudantes de todos os campi marcam presença no evento
 

Paulinha Silva, representante da UNE, também enfatizou a questão dos cortes. Em tom nada desanimador, ela apresentou a realidade do estudante, ressaltando o quanto está difícil se manter na universidade. A estudante recomenda "organizar discentes, docentes e técnicos para ampliar a luta para barrar os cortes". Paulinha relembrou os atos públicos do mês de maio e defendeu a ideia de que a universidade não pode ser apenas para as classes A e B. 

Além da mesa "A Política de Assistência Estudantil nos momentos atuais, no Brasil e na UFOP" e da apresentação do Copae pela assistente social Priscila Gonçalves, houve grupos de trabalhos, com apresentação de propostas para a política de assistência estudantil da UFOP. Os grupos se organizaram em rodas de conversa de forma dinâmica e aberta, para que todos pudessem debater

A estudante de Arquitetura Marcela Nicolas, integrante do DCE Alvorada, atual gestão do DCE, conta que uma das propostas do diretório estudantil é "ter o fórum deliberativo a cada dois anos, para apresentar os estudantes que vão fazer parte do comitê, mas também organizar um fórum a cada ano, para que o comitê e a Universidade possam se alinhar com o planejamento e a política de assistência estudantil", afirmando que a conjuntura se altera é necessário acompanhar as mudanças. 

 

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Lívia Ferreira
Reitora Cláudia Marliére presente na abertura do fórum
 

O Fórum foi finalizado com a apresentação das candidaturas dos membros discentes ao Copae, que é composto por:

- 5 servidores da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace);
- 1 servidor da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (Proplad);
- 1 servidor da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd);
- 1 servidor da Pró-Reitoria de Extensão (Proex);
- 1 docente, indicado pela Associação dos Docentes da UFOP (Adufop);
- 1 técnico administrativo, indicado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos (Assufop);
- 2 discentes indicados pelo Diretório Central de Estudantes (DCE);
- 8 representantes discentes escolhidos por eleição, sendo um do campus de Ouro Preto, um de Mariana, um de João Monlevade; um de República Federal; um dos Apartamentos; um da Vila Universitária; um do Conjunto I e um do Conjunto II.

As duas vagas indicadas pelo DCE vão ser apresentadas depois da eleição da nova gestão do DCE, que termina em 22 de novembro.

A divulgação de todos os candidatos será iniciada até cinco dias úteis após o evento. A votação acontece por 10 dias corridos pelo portal MINHA UFOP.

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