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Instituições de Ouro Preto planejam celebração dos 300 anos da Revolta de Vila Rica

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Divulgação Câmara Municipal de Ouro Preto
Em junho deste ano são celebrados os 300 anos da Revolta de Vila Rica, e, para marcar a data, uma comissão executiva formada por entidades do município se reuniu na última quinta-feira (13) para planejar as atividades que serão realizadas na cidade. A UFOP faz parte dessa comissão, que também reúne representantes da Câmara Municipal de Ouro Preto, da Prefeitura de Ouro Preto, do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e do Sistema de Museus. 
 
O representante da UFOP na comissão, o técnico-administrativo Flávio Andrade, considera importante relembrar um dos movimentos mais relevantes de Minas, o que justifica a participação da Universidade no planejamento das atividades. "A revolta de Vila Rica foi uma das primeiras rebeliões contra o regime autoritário daquela época, que gerava altas cobranças em impostos e mercadorias, dando início a uma série de acontecimentos que levou à demarcação do estado de Minas Gerias". 
 
Os encontros continuarão acontecendo e em breve a programação de atividades poderá ser divulgada pela comissão organizadora.
 
ANO DE CELEBRAÇÃO - 2020 é um ano marcado pela celebração de datas importantes para a história de Minas Gerais. 1720, ano em que aconteceu a Revolta de Vila Rica, foi marcado também pela fundação do Estado.
 
Segundo o professor do Departamento de História da UFOP Francisco Eduardo de Andrade, que também integra a comissão técnica do evento, a busca por rememorar esses dois acontecimentos direciona a pesquisa acerca do patrimônio cultural, histórico e artístico de Minas Gerais. "Comemoramos criticamente o tricentenário de tais fatos significativos. O primeiro foi a Revolta de Vila Rica, que reuniu comerciantes, mineradores, populares libertos e escravos da Serra do Ouro, dos morros urbanos. Os moradores reagiam contra as regras da justiça do rei, nos locais de exploração, e opunham-se à elevação de taxas e tributos estatais e à carestia dos gêneros de abastecimento. O outro acontecimento, estimulado pelo ambiente generalizado de conflitos nas minas, sobretudo em Vila Rica e na Vila do Carmo, atual Mariana, onde uma concentração de exploradores e trabalhadores africanos e afrodescendentes produziam situações explosivas, foi a fundação de um novo espaço territorial do Brasil, Minas Gerias, capitania oficialmente constituída em 2 de dezembro de 1720, que passou a ter um governo próprio, escolhido diretamente pela coroa portuguesa. Esses dois fatos vinculados foram determinantes para a história do território mineiro".

 

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