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Professora da UFOP é aprovada em edital para realizar Pós-Doutorado no exterior

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NPG

A professora Cristina Sacramento, do Departamento de Educação, foi uma das 86 mulheres selecionadas na Chamada Atlânticas - Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência, que oferece bolsas de doutorado sanduíche e pós-doutorado no exterior para pesquisadoras negras, quilombolas, indígenas e ciganas regularmente matriculadas em cursos de doutorado reconhecidos pela Capes ou que tenham concluído programa de pós-graduação reconhecido pela Capes em qualquer área de conhecimento.

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Arquivo Pessoal
Cristina vai realizar seu estágio pós-doutoral na Universidade Agostinho Neto, em Luanda (Angola), com a pesquisa intitulada "As representações de infâncias que nos chegam pela literatura infantil desde o século XX: diálogos entre Brasil e África", cujo objetivo é investigar obras de literatura infantil do início do século XX, no contexto brasileiro, em diálogo com obras literárias de Angola, examinando os modos pelos quais elas representam as infâncias de crianças negras. A segunda etapa de sua pesquisa será realizada na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com a supervisão da professora Débora Araújo.

Com uma trajetória acadêmica marcada por pesquisas voltadas para o debate da representação da população negra em livros didáticos, Cristina Sacramento tem investigado, também, as infâncias das crianças negras e a literatura infantil, na perspectiva da implementação da Lei 10.639/2003, que alterou a LDB9394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira nas escolas. Integrante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFOP, do qual já foi coordenadora entre os anos de 2020 e 2022, a professora também é integrante do Movimento Negro de Mariana, onde tem buscado fortalecer a luta antirracista.

O EDITAL - Além de expandir a trajetória acadêmica, a chamada visa contribuir para estabelecimento de cooperação com centros de pesquisa e universidades estrangeiras, promover a internacionalização e o desenvolvimento científico e tecnológico, fomentar a capacidade de pesquisadoras brasileiras para a articulação de redes de cooperação acadêmica internacional e promover ações de educação, popularização e divulgação científica para diferentes tipos de público, alcançando múltiplos setores da sociedade.

O programa de financiamento, que recebeu 546 propostas de todo o país, é resultado de uma parceria entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério das Mulheres (MMulheres) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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