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Projeto Circuito Ou(T)ro Preto atua para transformar Ouro Preto referência no afroturismo

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Divulgação

Fruto de parceria entre a Mina Du Veloso, o Instituto Move Cultura e o Instituto Pretos Novos, o Circuito Ou(T)ro Preto nasce como um movimento de valorização do legado dos escravizados e seus descendentes na construção da referência do afroturismo em Ouro Preto. Na sexta (30), o projeto foi lançado na Mina Du Veloso, no bairro São Cristóvão, com a presença a vice-reitora da UFOP, Roberta Froes, estudantes, professores, autoridades locais das áreas de educação e turismo, movimentos sociais, artistas e moradores do Veloso.

O idealizador do projeto, Du Evangelista, engenheiro civil e técnico administrativo da UFOP, reforça a necessidade de construção de um legado perdurável, para além do material. "Aqui os povos negros fizeram tudo. Desde a mineração do ouro, metalurgia, arquitetura, urbanismo, com tecnologias próprias, trazidas do continente africano, e principalmente nas artes, onde culmina Aleijadinho, que é o grande patrono das artes. Então, aqui em Ouro Preto, nós temos um potencial gigantesco do afroturismo porque os negros deixaram um grande legado em todas essas áreas."

Ao longo de um ano, o projeto vai promover atividades gratuitas para educadores e estudantes da rede pública, guias turísticos, pesquisadores, turistas e moradores locais, disponibilizando cursos e visitas técnicas para recontar a história da cidade. 

CAPACITAÇÃO - Em um primeiro momento, será realizado um curso de Educação Patrimonial Afrocentrada destinado principalmente aos guias que já atuam no turismo local e jovens da comunidade que pretendem se capacitar no mercado. As aulas serão ministradas por profissionais do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, do Rio de Janeiro, entre 23 e 27 de junho. No sábado (28), será realizada a primeira visita coordenada por especialistas, saindo da Mina Du Veloso e passando pela Igreja do Rosário, Casa dos Contos e Museu da Inconfidência, patrimônios da cultura negra na cidade. 

A partir de agosto, em uma segunda ação, o Circuito visa contemplar 30 escolas da rede pública de Ouro Preto e distritos, guiando cerca de 1.200 crianças e adolescentes pelo roteiro. A atividade contará com o apoio de guias do curso de Educação Patrimonial Afrocentrada, integrando educação e cultura para instigar o pensamento crítico dos estudantes sobre a história do povo negro silenciado. 

Du acredita que o projeto tem potencial para tornar Ouro Preto uma referência mundial para o afroturismo. "Assim como Meca é para os muçulmanos, como o Vaticano é para os católicos, a gente acredita que Ouro Preto possa ser essa mesma referência para os povos negros do mundo inteiro. Aqui, temos contribuição de pessoas de diversos países da África que vieram para cá na diáspora forçada pelo colonialismo. Então, a gente pode mostrar que essas pessoas que vieram sequestradas deixaram um grande legado e isso pode ter repercussão mundial e atrair turistas do mundo todo", completa.

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