Criado por Administrator em qua, 01/10/2008 - 14:51
Em 9 de outubro, às 20h, acontecerá a abertura da exposição: Impressões, fotogravuras do astista gráfico Arlindo Diorio com intervenção de Mateus Marx. Estará aberta à visitação de 10 a 31 de outubro, de terça a domingo, das 9h às 19h, na Galeria SESI-Mariana.
Galeria SESI-Mariana: Rua Frei Durão, 22, Centro - Mariana - 35420-000
Sobre a obra de Arlindo Diorio
IMPRESSÕES (fotografia, arte plastigráfica) é o título da série do artista Arlindo Diorio. Nesse trabalho ele se permite experimentar possibilidades de capturar imagens ao seu redor, processá-las e transformá-las. Suas fotografias – tratadas por computação gráfica – são reproduzidas por técnica de gravura. Desenhos, colagens, pinturas e aplicações de diferentes materiais e suportes são recursos explorados nessa série. O tema retrata experiências vividas em ‘terreiros’ de Candomblé, nas cidades de João Monlevade e de Ponte Nova, Minas Gerais. Diorio também se apropria de imagens da internet –de domínio público – em algumas obras, reforçando a influência da Pop-Art no seu trabalho. Para além da intenção religiosa, mas afirmando sua admiração, o artista quer apresentar suas ‘impressões’ dessa realidade que permeia o cotidiano, a cultura e o imaginário.
Sobre a obra de Mateus Marx
No anseio de se envolver com a atitude dos urbanóides invasores de espaços públicos mundo afora e encorajado pela possibilidade de consumir o cenário urbano a partir de produções escultóricas, Mateus Marx apóia-se nos manifestos não institucionalizados do graffiti (um pouco até da pichação) e coloca em prática o que surge como resultado de sua primeira pesquisa no campo da instalação. ANT EAT ART - como chama essa montagem - traz consigo a mensagem que ele pretende levar às ruas a partir do ambiente em que nos colocamos agora; o discurso acerca delas inseridas no meio de arte - a galeria - dá início à possível fuga de termos e técnicas do intrincado campo da criatividade infinita para, num futuro, cobrir as mais variadas superfícies. Explorar o mundo como um todo formal. Objetos, veículos, edificações, árvores, pessoas. Marx não pretende sugerir a vandalização anárquica dos jovens ‘possivelmente perturbados’ dos séculos 20 e 21. Ele pretende sim, considerar a possibilidade de criar a partir daí, um pensamento de relação entre objeto-urbano-suporte e objeto-incorporado, onde haja um raciocínio compositivo que valorize a obra como um todo e não apenas por uma perspectiva surrealista retórica e enfadonha. Inovar agora sob a sua perspectiva é dar ao grafite contemporâneo não novos signos (a seu ver isso é impossível), mas sim novos gestos. É de arte que estamos falando, da possibilidade de ‘apresentar’ novas possibilidades imagéticas em um determinado meio. O artista acredita que a partir daí, humildemente de dentro da galeria, como muitos começaram, se dá o início a uma etapa de pesquisas em artes plásticas, escultura e intervenção urbana.



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