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Fabulações Museológicas coloca as músicas dos discos de vinil como suporte da memória

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Regiane Oliveira
O Laboratório de Pesquisa em Museologia, Teoria Museológica e Patrimônio (LAMUPi), a partir do projeto Fabulações Museológicas, promoveu o "Nas Trilhas da Memória". A sessão foi iniciada com a exibição de um trecho do filme "Aquarius" (2016), dirigido por Kléber Mendonça Filho.
 
A proposta do evento é usar a música como suporte de memória, por intermédio dos discos de vinil. O filme foi escolhido para embasar a discussão devido à relação que a personagem principal tem com a memória formada, inspirada pela trilha sonora que ela escolhe para guiá-la ao longo da sua vida. O filme também fala sobre o tempo e a museologia, fazendo refletir sobre escolhas, sentidos e histórias que não queremos esquecer.
 
Para conduzir a discussão, foram convidados o professor de Museologia da UFMG Luiz Henrique Assis Garcia e o músico Artur Araújo, ex-aluno da UFOP. Para ele "a música no filme é como se fosse um antídoto desse esquecimento. Através da música nós celebramos a vida, os laços entre as pessoas e, de alguma forma, enfrentamos essa realidade que é inexorável, que é a passagem do tempo, da qual nenhum de nós realmente escapa".
 
A professora do Departamento de Museologia da UFOP Ana Audebert acrescenta, sobre a amplitude da música, que ela pode ser vista por uma perspectiva patrimonial, coletiva ou de um ponto de vista mais individual: "A música marca a vida de todos nós. Nesse ponto de vista, refletir sobre memória é muito enriquecedor, pois a gente tem as nossas próprias vivências, as nossas próprias memórias, mas é possível pensar numa perspectiva mais institucionalizada de preservação desse patrimônio musical que está presente em museus, como o da Imagem e do Som e o Museu da Música, que se dedicam a preservar a memória musical mais especificamente".

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Regiane Oliveira
O músico Artur Araújo mostra discos de vinil da sua coleção.

O disco de vinil foi escolhido como suporte de memória por ter algumas propriedades materiais que trazem relações mais afetivas: "Sou colecionador de vinil. A relação que as pessoas que colecionam têm com a música parte muito da afetividade, remete à memória e até mesmo a uma ressignificação. Hoje a gente vê as gerações voltando a consumir música através do vinil", destacou o músico Artur Araújo.

Fábio Hering, professor do Demul e coordenador do projeto Fabulações Museológicas, falou sobre a materialidade do disco de vinil: "São ferramentas, por meio das quais nós construímos a nós mesmos, selecionamos, dialogamos, em determinados discos e músicas, integramo-nas ao nosso cenário cotidiano e, a partir delas, nós estabelecemos nossas escolhas, fazemos determinados percursos e construímos a nossa identidade".
 
Depois da discussão, Artur mostrou ao público alguns discos da sua coleção, obras de cantores renomados como Belchior, Caetano Veloso, Tim Maia, entre outros. Além de conhecer, o público pôde ouvir alguns trechos dessas obras musicais.
 
Para encerrar o evento, o professor Luiz Henrique propôs à plateia que escolhesse uma música que os remetesse a alguma lembrança ou sentimento. Depois essas respostas foram colocadas em uma caixinha e Artur tocou algumas delas. O músico também mostrou algumas de suas canções autorais, uma delas em parceria com professor Luiz Henrique.
 
FABULAÇÕES MUSEOLÓGICAS - É um espaço interdisciplinar de reflexão sobre as dimensões práticas e teóricas dos museus, tomando a materialidade do mundo e as diferentes linguagens como objeto de análise.

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