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Jornal "A Sirene" e a luta dos atingidos é tema de palestra

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Mylena Gonçalves
Após quatro anos do rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, o tema continua a ser debatido em todos os espaços, dentro e fora da Universidade. E, um dia depois da tragédia socioambiental completar quatro anos, o Observatório C.A.F.E - observatório em crítica, formação e ensino em Administração realizou um evento para falar sobre o Jornal "A Sirene" e sobre a luta e a memória dos atingidos.
 
A palestra foi intimista, organizada como roda de conversa, e teve intervenções de alguns participantes. O Observatório convidou a ex-editora do jornal A Sirene, Larissa Pinto, que falou de sua experiência no jornal e do motivo da criação, além de destacar a memória dos atingidos como forma de luta diária e luta política. "É preciso discutir para não esquecer e é preciso não esquecer para não repetir, como já se repetiu", enfatiza Larissa.
 

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Mylena Gonçalves
Ex-editora de "A Sirene", Larissa Pinto, fala sobre o processo de produção
 
Segundo a ex-editora, o jornal foi criado com o objetivo de ser um documento para registrar toda a luta dos atingidos e almejar a reparação histórica que deve ser feita, mas, principalmente, para que os atingidos tenham uma mídia na qual eles se sintam representados, que fale da tragédia para além da lama. Além disso, o jornal foi feito para e pelos atingidos, dando voz e democratizando o acesso às informações, para que todos possam entender a situação deles.
 
Para isso acontecer, a fotografia é bem explorada pelo jornal e a Larissa apresentou algumas delas durante sua fala. A convidada também disse que em algumas edições como a edição de novembro de 2018, a edição de 3 anos, havia mais fotos que textos, a fim de recriar álbuns de fotos perdidas.
 
A roda de conversa sensibilizou todos os presentes, principalmente ao revelar a luta diária dos atingidos em busca por soluções. Entretanto, o tom foi de desesperança. Larissa apresentou, de acordo com dados já divulgados por outras mídias, o quanto a mineração é alvo de crítica e o quanto os moradores de Bento Rodrigues e Brumadinho foram negligenciados antes mesmo do rompimento das barragens.
 
A orientadora do Observatório C.A.F.E, a professora do curso de Administração da UFOP Carolina Machado Saraiva, lembra que somente quatro anos depois do rompimento da barragem é que foram iniciadas as obras, apesar de a reparação ter também outros objetivos. 
 
A professora assinala que a universidade pública também presta serviço para quem necessita. A exemplo do Observatório C.A.F.E, Carolina defende a adesão e envolvimento de mais representantes da comunidade acadêmica. "O tema dos atingidos é bem especial para nós. Nós somos a única universidade pública da região e estamos em Mariana, onde os atingidos estão. Então, além de ser função da universidade trabalhar com a sociedade, trabalhar com os atingidos é mais uma de nossas obrigações", enfatiza.
 
OBSERVATÓRIO C.A.F.E - é um grupo de pesquisa e extensão do curso de Administração. Busca compreender e agir sobre a realidade com um olhar crítico, fomentando o pensamento reflexivo acerca do cotidiano dos estudantes e da comunidade.

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