Entre 26 de junho e 15 de julho de 2026, o Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto, recebe a mostra de fotografia “Cartografias do Cuidado LGBT+: Redes de Afeto e (Re)Existência”. A exposição convida o público a refletir sobre os múltiplos significados do cuidado a partir das experiências da população LGBT+, ampliando a compreensão do tema para além da perspectiva biomédica e incorporando dimensões afetivas, sociais e políticas da vida cotidiana.
A partir de imagens construídas no encontro entre pessoas e aquilo que, para elas, representa cuidado, a mostra reúne objetos, gestos, memórias e vínculos que ajudam a sustentar trajetórias de existência e bem-estar. Plantas, espelhos, músicas e objetos íntimos aparecem como símbolos de afeto, pertencimento e acolhimento, revelando narrativas frequentemente invisibilizadas.
A exposição integra o projeto “Menos Preconceito é Mais Saúde: divulgação científica da saúde da população LGBT”, desenvolvido pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e a Fundação João Pinheiro. A iniciativa conta ainda com o apoio do Centro de Referência e Acolhimento LGBT+ (CRA), da Prefeitura de Ouro Preto e da Prefeitura de Belo Horizonte, além do financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Ao propor uma “cartografia” do cuidado, a mostra convida os visitantes a percorrer trajetórias marcadas pela resistência e pela construção de redes de apoio. Nesse contexto, o cuidado é apresentado não apenas como uma prática relacionada à saúde, mas também como uma forma de afirmação da dignidade, da existência e dos direitos da população LGBT+, especialmente diante de contextos históricos de discriminação e exclusão.
Além de estimular reflexões sobre os impactos do preconceito nas possibilidades de cuidado, a exposição destaca a importância das redes de afeto como mecanismos de acolhimento, proteção e sobrevivência. Mais do que uma mostra fotográfica, “Cartografias do Cuidado LGBT+: Redes de Afeto e (Re)Existência” se apresenta como uma experiência sensível que aproxima arte, ciência e vida cotidiana, propondo novos olhares sobre saúde, diversidade e pertencimento.