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Projeto Ameopoema coloca extensão como potência de transformação sociocomunitária

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O Ameopoema, coletivo de artistas de rua de Ouro Preto, nasceu em 2009 com o intuito de reunir as produções artísticas e promover a troca de técnicas entre os poetas que trabalhavam com arte nas ruas do município. Agora, em 2021, o coletivo passa a atuar junto com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e assume o caráter extensionista. 
 
O objetivo central do Ameopoema é promover oportunidades de acesso cultural, artístico e educacional para os estudantes da rede pública de ensino na cidade, atuando no enfrentamento e prevenção da evasão escolar. Na visão do técnico-administrativo da Escola de Medicina Gemirson de Paula, um dos representantes do projeto, a extensão pode ajudar os alunos do Ensino Fundamental a percorrerem os caminhos para chegar à universidade. 
 
O projeto também visa a ampliação do acesso cultural e literário para a população residente em áreas pouco assistidas por serviços públicos, artísticos e culturais. Dentre as propostas trazidas pelo Ameopoema, estão atividades que buscam o estímulo à leitura, escrita, criação artística e geração de renda, além de reforço escolar. As atividades são realizadas no espaço do Centro Comunitário do Bairro da Piedade, no entanto, devido ao período de isolamento social, as ações estão sendo realizadas por meio de redes sociais.
 
PARCERIAS - Dentre as propostas do Ameopoema, destaca-se a parceria educacional com as escolas públicas de Ouro Preto. Um exemplo de sucesso é o vínculo que o projeto tem com a Escola Municipal Izaura Mendes, localizada no bairro da Piedade. Há também uma parceria do Centro Comunitário do Bairro da Piedade com a escola desde 2017. Visto que muitas das chefes de família são mães solo e avós, e que grande parte não tem acesso a internet ou ferramentas virtuais, a escola busca uma comunicação mais direta, através de bilhetes e reuniões escolares. 
 
Gemirson de Paula vê a extensão universitária como uma potência de transformação sócio-comunitária. "Encontrei a visão de universidade e responsabilidade social na extensão. A gente sabe que extensão é muito mais queimar glicose, energia, escrever, ir na rua, carregar cimento, carregar areia", afirma. Segundo os responsáveis pelo projeto, para que essas mudanças extensionistas se façam mais efetivas, ainda falta um engajamento maior de pessoas dispostas a contribuir com conhecimentos técnicos e pedagógicos. Rômulo Márcio Ferreira, outro integrante do projeto assinala que "é uma rede que precisa se formar para tudo acontecer".
 
Para participar, contribuir ou tirar dúvidas sobre o projeto, entre em contato através do endereço editoraameopoema@gmail.com ou faça inscrição pelo formulário para receber os informativos. 

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