
Criado por Johann Zanuzzi em sex, 03/07/2026 - 15:19 | Editado por Lígia Souza há 4 horas.
Estudantes do curso de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), através das disciplinas Turismo e Cultura, Folclore e História das Viagens e Turismo, realizaram uma visita à Aldeia Arapowã Kakyá, uma comunidade indígena do povo Xukuru-Kariri em Brumadinho. A visita contou com o acompanhamento da professora substitua Elcione Luciana da Silva e apoio da professora titular Kerley dos Santos Alves.
A atividade ocorreu no dia 20 de junho e teve como objetivo proporcionar uma experiência de aprendizagem prática em comunidade tradicional, aproximando os estudantes das dimensões culturais, históricas, territoriais e turísticas presentes nos modos de vida indígenas. A atividade foi também planejada como uma oportunidade para que os estudantes compreendessem de forma mais profunda a importância da ancestralidade, da memória coletiva, da riqueza das cosmologias e das práticas culturais dos povos indígenas, bem como impactos históricos da colonização, os processos de expropriação territorial e os desafios contemporâneos relacionados à proteção e à gestão dos territórios indígenas.
Os estudantes puderam acompanhar o Ritual Toré, ritual que reúne canto, dança, música e rezos coletivos, constituindo uma importante expressão da ancestralidade e da identidade cultural do povo Xukuru-Kariri. Em seguida, os participantes realizaram uma conversa com lideranças e membros da aldeia, além de uma visita guiada pelo território, possibilitando o contato direto com aspectos da organização comunitária, dos saberes tradicionais e das iniciativas desenvolvidas pela comunidade.
Por fim, a experiência reforçou a importância da formação sensível do turismólogo, baseada no respeito às crenças religiosas, aos modos de vida locais e à diversidade cultural.
Segundo Elcione, um dos momentos mais significativos da visita foi a experiência com o grafismo corporal indígena. Os estudantes receberam em seus corpos pinturas tradicionais elaboradas pela própria aldeia, tendo a oportunidade de conhecer os significados associados aos símbolos e traços utilizados.



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