O reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Luciano Campos da Silva, participou da mesa de abertura do 54º Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia e do 9º Simpósio Internacional de Educação em Engenharia (Cobenge 2026), realizados de 14 a 17 de setembro, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em Belo Horizonte.
Promovido pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), em parceria com o Instituto Politécnico da PUC Minas (Ipuc), o Congresso é um dos principais fóruns nacionais de discussão sobre a formação e o exercício profissional em Engenharia.
Com o tema “O futuro da Engenharia: formação integral para profissionais adaptáveis e inovadores”, o evento reuniu representantes de instituições de ensino, gestores, professores, pesquisadores, estudantes e profissionais para compartilhar experiências e debater os rumos da educação na área.
A programação contou com atividades voltadas à troca de conhecimentos, à apresentação de pesquisas e ao debate sobre práticas pedagógicas e desafios da formação em Engenharia.
UFOP e a trajetória da Escola de Minas
Na cerimônia de abertura, Luciano compôs a mesa como representante dos reitores das instituições de Ensino Superior, ao lado da presidente da Abenge, Adriana Maria Tonini; do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC), Marcus Vinícius David; e do reitor da PUC Minas, padre Luís Henrique Eloy e Silva.
Em sua fala, o reitor destacou a relevância histórica da Escola de Minas, que deu origem à UFOP e completa 150 anos em 2026. Luciano retratou a Escola como “o principal motor técnico e científico para o nascimento da indústria moderna no Brasil”. Ele ainda ressaltou o caráter inovador da proposta pedagógica adotada desde sua fundação, responsável por romper com o modelo predominantemente teórico das escolas militares da época. O lema "Cum mente et malleo" (Com a mente e o martelo) orientava um modelo de ensino baseado em laboratórios e viagens de campo, aproximando o conhecimento teórico da prática.
Para o reitor, integrar a mesa de abertura representa o reconhecimento da contribuição histórica da UFOP e de sua tradição na formação de engenheiros e engenheiras.
Formação em Engenharia e desafios para o futuro
Além de destacar o legado da Escola de Minas, o reitor abordou os desafios contemporâneos da educação em Engenharia, relacionando a formação de profissionais qualificados à construção de um país soberano, ao desenvolvimento sustentável e à redução das desigualdades sociais.
Luciano Campos também chamou a atenção para a importância da educação de base na ampliação do acesso à formação superior na área. “O desafio de se formar mais engenheiros no Brasil e com mais qualidade só irá ocorrer com um investimento substancial na qualidade da educação básica”, afirmou.
A discussão se relaciona ao tema central do Cobenge 2026, que propõe refletir sobre a formação integral de profissionais capazes de responder às transformações e às demandas da Engenharia. Nesse contexto, o Congresso também abre espaço para o compartilhamento de experiências e o aprimoramento das práticas de ensino na área.
Para a UFOP, a participação no evento contribui para o diálogo com outras instituições e para a reflexão sobre os caminhos da formação acadêmica, estimulando a atualização dos projetos pedagógicos dos cursos de Engenharia.