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Bancos Vermelhos são instalados nos campi da UFOP como símbolo de combate à violência contra a mulher

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Geovana Zanaki
Com: 
Lígia Souza
A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) instalou, nesta segunda (9), em todos os campi da Instituição, os Bancos Vermelhos, como parte de uma ação de conscientização e enfrentamento à violência contra mulheres. A iniciativa, que nasceu na Itália e se tornou um símbolo internacional na luta contra o feminicídio, tem como propósito romper a invisibilidade do problema e provocar a reflexão na sociedade sobre a gravidade da violência contra a mulher.
 
Cada campus recebeu um banco, que funcionará não apenas como um marco simbólico, mas também como um instrumento de informação e orientação. Além de representar a mobilização institucional no combate à violência contra mulheres, os bancos possuem informações sobre como denunciar casos de violência de gênero.
 
A vice-reitora Roberta Froes, que participou das cerimônias de lançamento da campanha em Ouro Preto e Mariana, destacou que a iniciativa busca ampliar a visibilidade do tema no ambiente universitário, incentivar a denúncia e fortalecer as políticas institucionais de prevenção e enfrentamento à violência de gênero, contribuindo para a construção de uma comunidade acadêmica mais segura e igualitária. Segundo ela, a ação fortalece as políticas internas de prevenção, uma vez que "ampliar a visibilidade desse tema no ambiente universitário é fundamental para incentivar a denúncia e consolidar uma cultura de respeito e igualdade."
 
Roberta lembrou que a UFOP já possui outras iniciativas para garantir a segurança e a dignidade das mulheres, mas que ainda "estamos em processo de construção de políticas de prevenção e combate à violência contra a mulher, além de canais de denúncia, como a Ouvidoria Feminina, que atende regularmente vítimas de violência", acrescentando que "precisamos seguir juntas no combate à violência de gênero, e a UFOP seguirá comprometida com essa luta." A instalação dos bancos, assim, segundo a vice-reitora, se apresenta como mais uma ação para o combate à violência contra as mulheres.
 

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Johann Zanuzzi
O Banco Vermelho foi instalado no hall do Icsa
MARIANA - Em Mariana, cada unidade recebeu a instalação do Banco Vermelho, como forma de difundir a ação e conscientizar mais pessoas. No Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (Icsa), a vice-diretora Cristiane Santos reforçou a relevância da ação dizendo que "promover a conscientização dos nossos estudantes sobre o combate à violência contra a mulher, por meio de ações como essa, é fundamental." Na oportunidade, ela reforçou que o Banco chama a atenção para o problema, funcionando também como um ponto de informação e acolhimento, indicando caminhos para denúncia e apoio, enfatizando também que "ter esse símbolo no Icsa representa um marco importante para reforçar o compromisso da nossa comunidade acadêmica com o enfrentamento à violência de gênero".
 
Quem também participou do ato no Icsa foi a aluna do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Maria Clara Soares. Para ela, a instalação provoca uma pausa necessária no cotidiano, dizendo que o "banco rompe com a rotina do campus e convida à reflexão sobre um problema muitas vezes invisibilizado e, estar em um local de grande circulação, mantém o tema em evidência e lembra a todos da importância de acolher as vítimas e conhecer os canais de denúncia".
 
Já no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), o banco foi instalado próximo à cantina, ponto de grande movimentação. A vice-diretora Jhuliane Evelyn da Silva espera que a iniciativa ultrapasse o simbólico, ao se manifestar sobre a grandeza do significado da ação. No entanto, ela argumenta que a comunidade quer que o banco "se traduza em ações concretas nas relações e nos eventos que vamos promover ao longo do ano para fortalecer essa causa".
 
 

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Johann Zanuzzi
Servidores e convidados participam do momento simbólico no ICHS
 
Liana Paula, ex-aluna do curso de Pedagogia, também marcou presença na cerimônia e reforçou a necessidade de continuidade dessa campanha. Isso porque, segundo ela, "os índices de violência contra a mulher ainda são altos e trazer esse debate para dentro da universidade é fundamental", uma vez que "o banco informa sobre denúncia e acolhimento, e tudo começa pela educação".
 
 

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Arquivo pessoal
A instalação foi realizada pela ouvidora adjunta da UFOP, Lia Porto
JOÃO MONLEVADE E IPATINGA -
No Icea, em João Monlevade, e no ISH, em Ipatinga, a instalação do Banco Vermelho foi realizada pela ouvidora adjunta da UFOP, Lia Porto. Ela explicou que a ação consolida o trabalho da Ouvidoria, que pretende levar mais ações aos campi da Universidade. "Temos um planejamento para a redução das violências institucionais. Quando a gente instala o Banco Vermelho, essa é uma das ações, e pretendemos realizar outras", por meio de um trabalho "itinerante nos institutos, para falar sobre as violências institucionais", disse a ouvidora.
 
O Icea, que oferta apenas cursos das áreas de exatas e engenharias, é frequentado por um público majoritariamente masculino, e a vice-diretora Karla Moreira Vieira acredita que o Banco tem um importante papel na unidade. Segundo a docente, "é importante esse letramento aos homens, instruí-los sobre quais são as formas de violência contra a mulher e como combatê-las", enfatiza.
 
Informações sobre a Ouvidoria, especificamente em relação ao trabalho da Ouvidoria Feminina, serão incluídas em todos os Bancos instalados na UFOP.
 
ANDIFES - A campanha do Banco Vermelho foi aprovada pelo Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília, que está incentivando a participação das universidades federais em todo o país. A própria entidade vai aderir à campanha. Além de incentivar a participação das universidades federais em todo o país, a entidade vai inaugurar o seu próprio Banco Vermelho durante reunião do Conselho Pleno, simbolizando o compromisso permanente da entidade com a promoção dos direitos das mulheres e o combate às violências de gênero.
 
COMO DENUNCIAR - As denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180. No âmbito da UFOP, existe a Ouvidoria Feminina, canal criado para recebimento de casos de violência de gênero. A denúncia é feita pelo portal Fala.BR e pode ser anônima.
 
 

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