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Pesquisa da UFOP estuda disposição de rejeitos gerados por barragens de minério

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O Quadrilátero Ferrífero, região do Estado de Minas Gerais, é a área responsável pela maior produção de minério de ferro no Brasil. Nas diversas minas que compõem o cenário geográfico da região, a tendência é cada vez mais trabalhar com minérios de menor teor, o que implica no aumento do volume de rejeitos gerados. 

Com a proposta de diminuir a área ocupada por essas barragens de minério, a pesquisa “Definição de critérios técnicos para disposição de rejeitos de minérios de ferro em espassados ou em pasta: uma proposição para fechamento de barragens de rejeitos” é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Minas (Demin) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Hernani Mota de Lima. Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), atualmente a pesquisa aguarda a liberação da Fundação, prevista ainda para o mês de agosto, para dar continuidade às ações práticas do projeto. 

O objetivo geral da pesquisa é estudar a disposição dos rejeitos em pasta, uma vez que a maioria das empresas mineradoras distribuem em polpa, com 40% de sólidos de minério. Dispondo em pasta, o processo consiste em espessar o rejeito, retirar o máximo de água possível e adicionar floculantes e produtos químicos para que fiquem em forma de pasta, dificultando a retenção da água. Desse modo, o rejeito pode ser disposto em pilhas, ocupando uma área menor. 

Para Hernani, “a disposição em pasta beneficia o local em termos da redução da água impactada, ocupação de área menor, reabilitação mais rápida da região e redução dos riscos de rompimento de barragem. O rompimento de uma barragem atualmente traz sérias conseqüências ambientais, sem contar que a segurança da população que mora próxima ao local é totalmente afetada.”, explica. 

O projeto envolve alunos de Iniciação Científica do curso de Engenharia de Minas, Mestrado em Engenharia Mineral e Doutorado em Geotecnia da Universidade. Segundo o coordenador, o estudo envolvendo as barragens de rejeito pode levar de 3 a 4 anos para começar a gerar os resultados esperados. 

“Para iniciar o projeto, uma amostra de pasta gerada em laboratório aqui da Universidade será disposta em uma área do Departamento. A partir disso, iremos monitorar durante cerca de um ano os processos erosivos a que essa pasta estará exposta. São os resultados dessa experiência que mostrarão se o projeto funciona, mostrando para as empresas mineradoras da região que vale a pena investir na utilização dos rejeitos em pasta.”, finaliza Lima.