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Pesquisa da UFOP relaciona a ocorrência de espécies de aves com a preservação ambiental

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Fernanda Mafia

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A ocorrência de determinadas espécies de aves em uma região pode indicar o nível de preservação daquele ambiente. Pensando nisso, Hugo de Siqueira Pereira, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Biomas Tropicais, realizou um estudo que consistiu no levantamento de aves que fazem ninho nos troncos ocos das árvores no Parque Estadual do Itacolomi e da Floresta Estadual do Uaimii, ambas unidades de conservação ambiental na região de Ouro Preto. O aluno defendeu a dissertação sobre o tema no mês de março, sob a orientação dos professores Rômulo Ribon e Cristiano Schetini de Azevedo.

As áreas escolhidas para a aplicação da pesquisa possuem plantações abandonadas de eucaliptos, representando a faixa de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, e foram criadas para manejo das siderúrgicas. Essas espécies são consideradas exóticas, ou seja, não pertencem à flora natural do Brasil. Segundo Hugo, “considerando que a função dos parques é proteger a biodiversidade, conservar e restaurar, a plantação de eucalipto não exerce essa função”.

Durante a realização da pesquisa, foi necessário permanecer no alojamento dos parques e, a partir da observação das aves e levantamento de dados, propor soluções para a preservação do local. Foi feita uma comparação entre o número de aves que usavam a mata nativa e aquelas que usavam os eucaliptos abandonados. O pesquisador explica que o registro foi feito apenas com os pássaros que pousavam na mata. “A ave estar pousada na mata significa que ela realmente está usando aquela vegetação como seu habitat. Concluímos que na mata nativa o número de espécies de aves era maior”, esclarece.

Sobre a relevância da pesquisa, ele destaca: “A partir desse estudo, podemos conhecer os impactos das plantações de eucaliptos na fauna desses locais e trabalhar no manejo dessas espécies”. Hugo alerta, porém, que alguns desafios nesta etapa do manejo estão relacionados à complexidade do processo, aos seu alto custo e à dificuldade de acesso a alguns locais.

Foto: Parque Estadual do Itacolomi. Créditos: Hugo de Siqueira Pereira.