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Curadoria de professora da UFOP destaca a fotografia na luta contra a "ganância" da mineração

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Arquivo pessoal
Professora Deborah Pessoa posa ao lado do painel principal da exposição Ganância, com fotografias e faixas em destaque, em ambiente coberto na Ufam.
A professora Deborah Kelly Nascimento Pessoa, do Departamento de Ciências Administrativas (Decad/Icsa), teve um papel destacado como curadora da exposição fotográfica “Ganância”, que foi apresentada durante o 68º Conselho Nacional do Andes-Sindicato Nacional (CONAD). O evento, realizado entre os dias 11 e 13 de julho na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus, contou com a participação de aproximadamente 360 representantes de diversas regiões do Brasil.
 
A  exposição “Ganância” propõe uma abordagem sensível e crítica sobre o grave afundamento do solo resultante da extração de sal-gema pela Braskem em Maceió, Alagoas. Considerado um dos maiores desastres urbanos causados pela mineração em todo o mundo, a problemática em questão afetou cinco bairros da capital alagoana e culminou na remoção forçada de mais de 60 mil pessoas, além da desocupação de mais de 15 mil imóveis. 
 
RESISTÊNCIA - A mostra articula imagens e poesia para transmitir a dor das famílias que perderam seus lares e territórios. Inspirada no poema homônimo de Marcelino Xibil Ramos, ex-aluno do curso de Artes Cênicas, a proposta emerge como um ato de resistência das vítimas que clamam por justiça e buscam preservar sua memória coletiva. As fotos são do acervo pessoal da curadora e também do cientista social Carlos Eduardo Lopes, que coordena o projeto Cotidiano Fotográfico. Além disso, o egresso do curso de Jornalismo, Caio Kinte, colaborou fazendo a edição de um vídeo integrante da exposição.
 

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Arquivo pessoal
Visão geral da exposição Ganância, com painéis fotográficos, faixa com o nome da mostra e televisão exibindo vídeo em mesa lateral.
Mostra reúne fotografias, poesia e vídeo para denunciar impactos humanos e territoriais causados pela mineração da Braskem
 
De acordo com Deborah, a exposição marca o início de seu projeto de pós-doutorado, previsto para setembro, que pretende analisar comparativamente as respostas institucionais a desastres provocados pela mineração. O foco do projeto abrange tanto a tragédia da Braskem quanto o desastre da Samarco em Mariana, evidenciando a importância do diálogo entre esses eventos.
 
“Essa exposição vem como um primeiro movimento de mobilização e reflexão sobre a temática. É uma tentativa de criar pontes entre essas tragédias, trazendo a discussão para o âmbito nacional”, afirma a professora. Ela destaca ainda que Mariana e Ouro Preto também sofreram os impactos da mineração, enfatizando a necessidade de uma discussão mais abrangente sobre o assunto.

 

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