Em sua 8ª edição, com o tema "Ser no tempo e no espaço: marcas, identidades e esquecimentos", o seminário se aprofundou nas múltiplas formas de interpretar e produzir conhecimento histórico a partir de documentos. Realizado entre 20 a 23 de outubro, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), o evento contou com atividades como minicursos, mesas-redondas e simpósios temáticos.
A palestra de abertura foi proferida pela professora de paleografia e codicologista Alicia Duhá Lose, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), servidora cedida para o Arquivo Nacional. Com o tema "Auxiliares de que?", ela trouxe reflexões a partir de sua experiência pessoal sobre como as diferentes áreas do conhecimento podem se relacionar e auxiliar nas pesquisas. Ela também ressaltou o valor das ciências do manuscrito e a importância de sua independência.
"Fiz a conferência mostrando o quanto as áreas das ciências do manuscrito, que incluem a codicologia, a paleografia e a diplomática, são robustas, com muita vivacidade e que podem ser usadas para uma série de outras pesquisas; mas que também são ciências por si e não precisam ficar subordinadas a nenhuma outra área", comenta.
Além da conferência, Alicia ministrou o minicurso sobre diplomática "Uma introdução aos estudos da Diplomática para documentos brasileiros" e reforçou a importância de participar de mais uma edição do evento.
"Esta é a segunda vez que participo do Seminário da Oficina de Paleografia da UFOP e gosto de ver como as nossas áreas estão saudáveis, revitalizadas, jovens e com muitas pessoas interessadas", finaliza.