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Projeto de extensão promove oficinas sobre cultura afro e relações de gênero em Mariana

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Agliene Melquíades

"Assistência Social e Relações Raciais na cidade de Mariana: História, Identidade e Empoderamento" é um projeto de extensão da UFOP que tem como objetivo fomentar a valorização da cultura afro e as discussões sobre gênero na região. Por meio de roda de conversas e oficinas que problematizam as relações de gênero, o histórico das relações etinorraciais, a cultura afro-brasileira, a cidadania e os direitos, promove-se o diálogo reflexivo sobre a importância de ações de combate ao racismo, o estímulo à valorização da diversidade e o papel das políticas sociais nesses atos.

As ações são realizadas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Cabanas e no Centro de Aproveitamento de Materiais Recicláveis de Mariana (Camar). As atividades são direcionadas às famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica e à comunidade em geral. Segundo a coordenadora do projeto e professora de Serviço Social, Jussara Lopes, “o projeto é uma proposta de valorização de uma cultura que ainda é muito subalternizada, principalmente, tendo em vista que a história da região é profundamente marcada por relações escravistas. É isso que temos tentado problematizar para poder pensar ações futuras para minimizar a desigualdade”. A docente ressalta também a importância da valorização e do resgate à memória cultural como mecanismo de aproximação da contribuição afrodiaspórica da região, importante na construção da subjetividade do indivíduo.

As oficinas direcionadas às crianças abordam a influência da cultura negra a partir de conteúdos lúdicos, como filmes e desenhos. A monitora do projeto, Nayara Nascimento Cândido, observa a necessidade de educar os cidadãos com esses temas desde a infância. “Apesar de reproduzir o que lhe é ensinado, a criança não está tão imbuída de preconceitos. A ideia é quebrar esses estigmas e desnaturalizar essas representações. É um processo que tem que ser continuamente trabalhado”, destaca.

Para o coordenador do Cras Cabanas, Giovani Barbosa Prado, trabalhar com esses temas e empoderar, colocar uma questão reflexiva a respeito das situações e da construção histórica do negro é fundamental para o caminhar da própria pessoa e uma reflexão interna para o público atendido pelo Centro e para toda a sociedade.