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Curadoria de Culturas Digitais

 
A cibercultura trata dos conjuntos de valores, técnicas, práticas, modos de pensamento e de comportamento que têm sido construídos no ciberespaço ao longo dos anos. “Entre a Utopia e a Distopia” é o eixo central do recorte. A ideia é apresentar uma exposição, mostra de filmes, realização de fóruns e promoção de debates com especialistas. O debate será feito pontuando fenômenos que envolvem as culturas digitais, tais como a discussão sobre a universalização do acesso (inclusão), pirataria, ativismo hacker, software livre x software proprietário, disputas sobre diferentes representações da realidade, e outros.
 
 
Acompanhe a Curadoria no Mastodon, a rede livre de microblogs.
 
 
 
Direção: Pedro Ekman
País de Origem: Brasil
Produção: Molotov Filmes
 
Descrição: A world wide web foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão do século XXI. Com ela, não somos apenas consumidores de informação, somos também produtores. Mas o quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos, e nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais interesses? Temos privacidade? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo?
 
 
10/07 (sexta-feira)
 

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Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
10h - Palestra - Os desafios do Marco Civil da Internet no Brasil. Live - Youtube
CANCELADO
 
Convidada: Marina Pita, coordenadora executiva do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Marina Pita é jornalista, especialista em tecnologia de informação e comunicação. Participou como representante da sociedade civil no processo de construção do Marco Civil da Internet.
 
Descrição: A construção do Marco Civil da Internet no Brasil foi um processo democrático que contou com ampla mobilização da sociedade civil para buscar alternativas a uma série de restrições às liberdades civis previstas no projeto de lei de cibercrimes (que ficou conhecido como Lei Azeredo). Na ocasião grupos da sociedade civil formados por pessoas que estudavam as dinâmicas de interações nas redes se mobilizaram em um amplo debate e foram responsáveis por uma série de conquistas importantes para a construção da cibercidadania no Brasil. Mesmo o texto do Marco Civil tendo sofrido alterações de última hora, não correspondendo exatamente ao texto que havia sido discutido, foi considerado uma das legislações mais avançadas nesta área. As conquistas obtidas com o Marco Civil estão sendo ameaçadas pelo projeto de lei nº 2630/2020, a Lei das Fakenews.
 
 
11/07 (sábado)

10h - Palestra - Redes Descentralizadas
Clique para acessar

Convidados:

Renato Cerqueira, conhecido por aí como Lond, é desenvolvedor, está na internet desde 1998 e trabalho diretamente com a web desde 2013. É administrador do Mastodonte, mastodonte.com.br, um servidor da rede social Mastodon. Acompanha o esforço atual de re-descentralização da web. 

- Thaís Ribeiro tem algumas décadas de vida na internet e desde 2018 faz parte do time de moderação do Mastodonte.

- Anna "e só" é escritora técnica e consultora especialista em software livre. No fediverso desde 2017, ela foi autora da primeira tradução completa do Mastodon em português brasileiro. Em 2018, foi convidada pela Mozilla para discutir descentralização e preservação digital no Mozilla Festival, em Londres. Ela também faz parte da equipe de moderação do Mastodonte, instância administrada por Lond.

Descrição: Neste debate vamos falar sobre como a internet chegou ao estado centralizado que ela se encontra hoje em dia, falar sobre os esforços de descentralização e seus desafios e finalmente sobre a rede social Mastodon e o Fediverso, rede mais geral da qual ela faz parte.

 

14/07 (terça-feira)

17h30 - Palestra - Capitalismo de vigilância e a educação pública no Brasil
(Live YouTube)

Convidado: Tel Amiel é professor do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília onde coordena a Cátedra UNESCO em Educação a Distância (UnB). É professor da Universidade de Nova Gorica (Eslovênia) no Mestrado em Liderança em Educação Aberta. Foi coordenador da Cátedra UNESCO em Educação Aberta no NIED/Unicamp onde atuou como pesquisador e coordenador. Já foi professor visitante na Utah State University, e visiting fellow na Stanford University e University of Wollongong. Conduz pesquisas sobre a educação publica e formação docente, na intersecção entre educação aberta e tecnologia educacional. Mais informações em amiel.info.

Descrição: Quase tudo o que fazemos hoje é mediado por algum dispositivo computacional. É difícil realizar qualquer tarefa sem que dados criados por nós, ou dados que resultam de nossas ações, circulem por computadores de terceiros. Permeados como estamos por serviços gratuitos, oferecidos na forma de espaços para colaboração, produção e compartilhamento de conteúdos – cabe perguntar: qual a razão da gratuidade desses serviços tão utilizados por instituições educacionais, gestores, professores e alunos?
 
 
Direção: Fabrício Lima
País de Origem: Brasil
Produção: André Takahashi, Fabrício Lima, Mari Miloch, Patrícia Cornils
 
Descrição: A mini-série Xploit, que é uma realização da TVDrone / Actantes em associação com a Heinrich-Böll-Stiftung e apoio da Rede TVT, pretende abordar uma guerra silenciosa que acontece longe dos PCs, laptops e dispositivos móveis mas cujo o resultado interfere diretamente em nossas vidas online e offline. Contando com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados como o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira a série introduz o espectador nas disputas políticas políticas e econômicas que resultarão consequencias diretas em nossos diretos essenciais dentro e fora do mundo digital.
 
 
Convidado: Vítor Guia. Militante de software livre e padrões abertos. Perito judicial homologado em diversos tribunais nos estados da Paraíba e Pernambuco.
Graduado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduando em segurança da informação pela Universidade Estácio de Sá.
 
Descrição: O que é um software, o movimento de software livre, os riscos que nossos dados e informações correm e como preservar nossos dados digitais para o futuro.
 
 
 
Convidado: Grupo fagulha 
 
Descrição: Um podcast brasileiro sobre anarquismo, autonomismo, comunismo libertário e outros aliados, cujo objetivo é oferecer fundamentos para que militantes e anarco-curiosos aprofundem seu entendimento sobre a atualidade e a luta.
Apresentam através de entrevistas, discussões e debates, perspectivas que existam fora do paradigma ideológico de Direita e análises liberais superficiais, compartilhando histórias do front, lições das lutas libertárias e ideias forjadas na batalha para espalhar a luta revolucionária.
 
 
20/07 (segunda-feira)

10h - Palestra - Os memes, da sociobiologia à pandemia - uma breve introdução
(Live Youtube)

Convidado: Viktor Chagas é professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador associado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). Doutor em História, Política e Bens Culturais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas (Cpdoc-FGV). É líder do Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Culturas Políticas e Economia da Colaboração (coLAB/UFF), e coordenador do projeto de extensão #MUSEUdeMEMES.

Descrição: O conceito de meme data da década de 1970 e foi originalmente desenvolvido para representar um fenômeno distante, embora não de todo distinto, do que hoje, no âmbito das mídias sociais, compreendemos vulgarmente como meme. A palestra se propõe a refletir sobre a evolução desse significado e a função social que hoje desempenham os memes de internet.

 
21/07 (terça-feira)

10h - Mostra de documentários:
Clique para acessar.

Remixofagia

Direção: Rodrigo Savazoni, Rafael Frazão, Paula Alves
País de Origem: Brasil
 
Descrição: Remixofagia é um documentário experimental sobre as lutas e ideias de uma nova cultura digital que emergia no Brasil na primeira década do século XXI.
 

Everything is a remix

Produção e Direção: Kirby Ferguson
País de Origem: Estados Unidos
 
Descrição: Documentário sobre a história e o significado cultural da amostragem e criação colaborativa.
 
 
22/07 (quarta-feira)
 
 
Convidado: Emerson Eller. É mestre em Design pela Universidade do Estado de Minas Gerais e doutor em Belas Artes pela Universidade de Lisboa.
Especialista em Design Gráfico e Tipográfico, dedica-se a projetos e pesquisas que transitam entre o desenho de letra, história da tipografia no Brasil e o design de fontes digitais.
 
Descrição: As fontes tipográficas ocupam um espaço importante no nosso cotidiano, e assim como acontece na música, não é necessário ter o domínio técnico da tipografia para poder desfrutá-la adequadamente. 
Sob o título Convergências Tipográficas: do analógico ao digital, esta palestra pretende apresentar um pouco da história da tipografia no Brasil e sua relação com Ouro Preto, trazendo para o debate a tipografia e a produção de fontes no contexto digital a fim de alargar o entendimento sobre essa tecnologia fundamental para nossa comunicação.
 
 
 
24/07 (sexta-feira)
 
 
Convidado: Rafael Evangelista é doutorado em antropologia social, pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e professor na pós graduação em Divulgação Científica e Cultural, também na Unicamp. É membro da Rede Latino Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits) e autor de Para além das máquinas de adorável graça: Cultura hacker, cibernética e democracia, publicado pela Edições Sesc. É conselheiro eleito do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) representando o setor técnico-científico.
 
Descrição: O sucesso de um punhado de grandes empresas de tecnologia na Internet trouxe profundas implicações e transformações para a rede como a conhecíamos 10 ou 15 anos atrás. O capitalismo informacional ganhou tração e deu origem a um modelo de negócios específico, baseado na coleta intensiva de dados. Alguns o chamam de capitalismo de vigilância, outros de capitalismo de plataforma, outros ainda o comparam a práticas coloniais de despossessão. O fato é que, utilizando a internet como base, seus efeitos foram muito além da web e, segundo alguns autores, estão não somente dando origem a uma nova fase do capitalismo como apontam para novos modos de instrumentação da humanidade. Esta conversa vai discorrer sobre esse novo modelo de negócios baseado em dados, discutir como ele opera por meio da vigilância e a partir de um modo específico de entender e operar sobre a humanidade e o mundo, e apontar as ameaças que ele traz para a democracia como a conhecemos.