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Pesquisadora da UFOP fala sobre intoxicação por metanol

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Monique Torquetti

Recentemente, ocorrências em investigação de intoxicação por metanol foram registradas em distintas regiões do país. Até a última quarta (8), 259 casos foram notificados, sendo 24 confirmações no estado de São Paulo.  

Classificado como um solvente tóxico utilizado em produtos industriais, o metanol foi identificado em bebidas destiladas adulteradas. Por destilados, compreendem-se bebidas como cachaça, uísque, vodca e gim. O consumo da substância pode causar danos no nervo óptico, provocando cegueira, e afetar o sistema nervoso, levando ao coma e à morte.

Em entrevista à TV UFOP e à Rádio UFOP, a professora do Departamento de Química (Dequi) Ruth Cunha Figueiredo explica a diferença entre a ingestão do etanol, presente em bebidas alcoólicas, e do metanol, que, apesar de pertencerem à mesma classe, reagem de formas diferentes no organismo.

"À medida que o fígado vai processando o metanol, as substâncias que são formadas são mais tóxicas. O metanol forma o formaldeído, que é o componente do formol, uma solução utilizada para alisamentos de cabelos", informa.

SINTOMAS - Embora os sintomas se assemelhem aos efeitos alcoólicos da ressaca, é importante observar a persistência ou piora, entre 12h e 24h após o consumo de bebida, dos seguintes sinais: desconforto gástrico, alterações visuais, dores de cabeça, confusão mental e náusea.

Em caso de suspeita, é necessário procurar atendimento médico imediatamente, evitando indução ao vômito. A professora orienta que a pessoa com suspeita de intoxicação procure atendimento acompanhada, sabendo indicar a bebida que foi ingerida.

Mesmo com a previsão de aquisição do antídoto, a melhor ação até o momento é evitar o consumo de bebidas destiladas. "Não é a primeira vez que ocorre esse tipo de acidente no Brasil e no mundo. O que se deve fazer é se abster até haver um controle por parte do indivíduo e por parte do Estado. É necessário voltar com a fiscalização que existia, porque é uma das formas de proteger a população", finaliza Ruth.

Assista à entrevista completa:

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