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Projeto Ariadnes entra para o Mapa Brasileiro da Educação Midiática

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Arte em fundo azul com o nome “Ariadnes” em destaque e o texto “Ariadnes – Observatório de Mídia, Gêneros e Sexualidade”. Abaixo, a frase informa que o projeto faz parte do Mapa Brasileiro da Educação Midiática, com elementos gráficos coloridos nas latera
Com o nome que homenageia a princesa de Creta, o projeto Ariadnes ressignifica o mito ao representar mulheres que retomam o fio de suas próprias histórias. Assim, o observatório de mídia, gêneros e sexualidades do curso de Jornalismo da UFOP passou a integrar o primeiro Mapa Brasileiro de Educação Midiática do país. 

Lançado no dia 6 de fevereiro, o mapa nasce de uma parceria entre a Unesco e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), responsáveis pelo mapeamento de iniciativas voltadas à produção de conhecimento sobre educação midiática realizada por diferentes atores da sociedade. 

Educação midiática envolve o desenvolvimento de habilidades críticas para acessar, analisar e produzir conteúdos na mídia. Nesse sentido, o Ariadnes atua ao promover a escuta e ao dar visibilidade a narrativas “a partir das lentes de gênero e sexualidade, ou seja, tentamos mostrar que valores estão sendo circulados, por que eles são eventualmente problemáticos, e oferecemos novas maneiras de pensar”, diz Karina Gomes Barbosa, professora do curso de Jornalismo na UFOP e coordenadora do projeto. Entre as 226 iniciativas selecionadas, 97 são desenvolvidas por universidades e, entre elas, está o Ariadnes. 

Para Karina, a presença no mapa representa um reconhecimento importante, mas também expõe limites no apoio institucional, já que ainda há um desalinhamento entre o reconhecimento como agente de política pública e o incentivo efetivo a essas iniciativas, tanto institucional quanto financeiro. A expectativa é que o mapa funcione como espaço de visibilidade e também como um chamado à transformação desses cenários. 

Diante de um contexto em que a violência contra mulheres é recorrente nas notícias, o projeto aposta na educação como caminho de transformação. “O Ariadnes defende desde sempre que mudanças nas relações de gênero rumo a algum tipo de justiça e equidade precisam partir da educação, do que Rita Segato chama de contra-pedagogias da crueldade. Nós tentamos fazer isso no ambiente universitário e na comunidade local: promover processos de aprendizagens que rompam com os valores que embasam e legitimam as violências de gênero, a crueldade”, explica Karina.

Entre as suas frentes de atuação estão a análise crítica de produções midiáticas, formações voltadas a estudantes e profissionais e intervenções culturais, como mostras cinematográficas. Ao integrar o mapa, o trabalho do observatório ganha reconhecimento e amplia seu alcance para além da região, podendo ser acessado por pessoas de todo o país.

 

 

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