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Fórum das Letras debate assuntos emergentes

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Lívia Ferreira
Com: 
Daniel Almeida

Evento tradicional de Ouro Preto desde 2005, o Fórum das Letras promove o diálogo entre autores e o público participante. Neste ano, o evento aconteceu no Museu Casa dos Contos. A exposição "Silêncio Lascado - Guilherme Mansur & Paulo Leminski", a mostra literária de Leminski e apresentação do Coral do IFMG deram início à programação da décima quarta edição do Fórum, que teve como tema "Emergências: Literaturas e Outras Narrativas".

Um dos destaques, a chuva de poesia, prática comum para o poeta ouro-pretano homenageado, Guilherme Mansur, espalhou pela cidade textos impressos de Guilherme e de Paulo Leminski, poeta curitibano também homenageado no evento. 

ARQUITETURA DO PERÍODO COLONIAL - O professor e doutor em História da Arte Percival Tirapeli apresentou no segundo dia a pesquisa que resultou no livro "Patrimônio Colonial Latino-Americano", no Anexo do Museu Inconfidência. A mesa contou com o jornalista e atual secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais, Ângelo Oswaldo. 

"A América Latina é sempre emergente. O meu livro tem como objetivo apaziguar essa relação conflituosa entre Brasil e América Latina. O Brasil não olha para a América Latina e a América Latina, com vinte e três países, não olha para o Brasil ou, quando olha, vê um Brasil imperialista, o Imperialismo. O meu livro diminui essa distância e esquece esse contexto político atual conturbado", destacou Percival. Saiba mais sobre a pesquisa de Percival no site do Fórum das Letras de Ouro Preto. 

 

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Lívia Ferreira
Percival Tirapeli apresenta seu livro "Patrimônio Colonial Latino-Americano" ao lado de Ângelo Oswaldo
 
"ESCREVIVER; A ESCRITA DA MULHER NEGRA" - O evento seguiu no sábado (3) e contou com a presença da poetisa e romancista Conceição Evaristo. Devido à demanda de público, a atividade foi dividida em duas seções, para conseguir atender a todos que esperaram na fila. Dulce Maria Pereira, professora da UFOP e coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado, foi a mediadora da noite na Casa da Ópera.

Conceição Evaristo já publicou seis livros e venceu o Prêmio Jabuti de literatura em 2015. "Aos 44 anos eu tive meu primeiro trabalho publicado, mas já escrevia há tempos", conta. Para as mulheres negras, escrever e publicar é um ato político porque, segundo ela, isso rompe com o imaginário que as coloca em lugar de subalternidade. 

"Por que as pessoas leem Clarice Lispector e percebem que ela traz a angústia humana, que pergunta sobre o próprio sentido da vida, e não acham que Carolina Maria de Jesus também está fazendo isso?", indagou Conceição. Ela diz que é preciso reconhecer que problemas das mulheres negras retratados na literatura vão além das angústias físicas.

Depois da mediação, Conceição leu o poema "Da calma e do silêncio", escrito por ela. "Os jovens estão me potencializando. Então peço: me acolham sempre, por favor", declarou. A plateia, depois disso, aplaudiu-a de pé. 
 

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Lívia Ferreira
Conceição Evaristo lê poesia ao lado da mediadora Dulce Maria Pereira

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