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UFOP constrói ações de apoio e inclusão de estudantes com deficiência

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Daniel Tulher
O Núcleo de Educação Inclusiva (NEI), setor vinculado a Pró-reitoria de Graduação (Prograd), busca apoiar alunos e servidores da UFOP que apresentem algum tipo de deficiência, promovendo ações que contribuam para a permanência dessas pessoas na Instituição. Segundo a coordenadora do NEI, Adriene Santanna, atualmente o núcleo atende alunos com deficiência (física, visual, auditiva e intelectual) e também com Transtornos Globais de Desenvolvimento (autismo, síndrome de Asperger e altas habilidades/superdotação). 

Adriene ressalta que as práticas de educação inclusiva são importantes tanto para quem já está inserido na Universidade quanto para aqueles que queiram estudar e trabalhar na UFOP. "A gente ouve muito no dia a dia que as pessoas com deficiência possuem muitas limitações e, que inclusive, não conseguiriam estar em uma universidade. Nosso trabalho é mudar esse cenário e tornar nossa instituição cada vez mais acessível".

Manoel Assis formou-se recentemente em Ciência da Computação e contou com o acompanhamento do NEI durante a graduação. Com síndrome de Asperger, um transtorno neurobiológico semelhante ao autismo, Manoel destaca que o apoio do núcleo foi fundamental no seu processo de aprendizagem. "Facilitou meu desempenho na Universidade", declarou.

O professor Marcelo Luiz Silva orientou Manoel durante a produção do seu trabalho de conclusão de curso. Ele explica que a principal característica da orientação foi a adequação do cronograma de atividades. "Permitimos que ele tivesse o tempo necessário para realizar as suas tarefas com primor", completa. No caso do Manoel também foi disponibilizado o professor tutor, Joubert de Castro Lima, que auxiliava na escolha das disciplinas e na organização das rotinas.

O NEI promove ações em parceria com outros setores da Universidade. A coordenadora explica que para alunos com deficiência física, por exemplo, são articuladas, dentre outras, ações de ordem arquitetônica. É o caso do aluno de Ciências Econômicas, Francisco Taveira, que utiliza uma muleta para andar e foi acompanhado pelo núcleo desde o início da graduação. 
 

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