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Aluno da UFOP tem estudo sobre certificação de fontes jornalísticas no Twitter/X apresentado em Simpósio Nacional

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Imagem com fundo azul escuro, com letras em branco escrito destaque
O aluno Luis Guilherme Godim da Fonseca do curso de Sistemas de Informação da UFOP teve parte dos resultados do seu trabalho de iniciação científica aceitos para publicação e apresentação no 20º Simpósio Brasileiro de Sistemas de Informação (SBSI '24), que aconteceu em Juiz de Fora. O estudo intitulado “The Role of News Source Certification in Shaping Tweet Content: Textual and Dissemination Patterns in Brazil's 2022 Elections”, teve orientação do professor Carlos H. G. Ferreira do Departamento de Computação e Sistemas (Decsi).
 
O estudo analisou o impacto de fontes jornalísticas certificadas e não certificadas na produção e disseminação de conteúdo tóxico no Twitter/X, especificamente, mensagens contendo ameaças e ataques à identidade, durante as eleições de 2022 no Brasil. Utilizando técnicas de processamento de linguagem natural, centenas de milhares de tweets publicados entre outubro de 2022 e fevereiro de 2023 foram analisados, este período cobre eventos de interesse como os dois turnos da eleição geral e os ataques posteriores a órgãos públicos em Brasília, em janeiro de 2023. 
 
Luis explica uma parte do processo da pesquisa na identificação de fontes confiáveis. “Nosso estudo se concentra nesse aspecto, ou seja, analisar como fontes de notícia certificadas e não certificadas engajam conteúdos tóxicos. As fontes certificadas, em nosso trabalho, são aquelas que estão na Associação Nacional de Jornais (ANJ). Já as não certificadas são as fontes de notícias que se declaram como portais de notícia e não estão contidas na ANJ”, detalha.
 
Os resultados mostraram que manchetes de fontes certificadas e não certificadas influenciaram de diferentes formas a criação, disseminação e outras formas de engajamento dos usuários na plataforma. O estudo destaca ainda a importância de plataformas de mídias sociais, como o próprio Twitter/X, aprimorarem suas estratégias de moderação de conteúdo, e também sugere que organizações jornalísticas podem usar a metodologia do estudo para ajustarem o tom das suas publicações visando reduzir o impacto negativo das manchetes no debate público online.
 
O aluno e pesquisador entende que com o atual aumento da disseminação de conteúdo tóxico na internet, a produção do trabalho se faz necessária para entender este processo. “Tornou-se muito importante entender como as diferentes fontes jornalísticas influenciam o debate e a produção de conteúdo online. Esse tipo de embate é especialmente necessário quando se envolve períodos eleitorais como ocorreu no Brasil em 2022, que foi um período marcado por desinformação, extremismo e toxicidade”, explica.
 
A pesquisa foi realizada no laboratório de pesquisa Discovery Data Lab do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) e contou com o financiamento da Fapemig, CNPq e Capes, ressaltando a relevância de investigações acadêmicas para a melhoria das dinâmicas de informações em ambientes digitais.
 
O artigo já está disponível na biblioteca digital da Association Computer For Machinery (ACM). Confira.

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