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Professora de Letras participa da equipe de tradução de obra sobre estudos literários feministas

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Divulgação
Fotos das integrantes da equipe de tradução do livro, à esquerda uma mulher branca, de cabelo curto, sorrindo; ao centro uma mulher branca de cabelo curto com o rosto sério; à direita uma mulher branca sorrindo, com cabelo amarrado e mão ao queixo
A obra intitulada "The Madwoman in the Attic: The Woman Writer and the Nineteenth-Century Literary Imagination" foi escrita pelas autoras norte-americanas Sandra Gilbert e Susan Gubar. A editora Bazar do Tempo foi a responsável por adquirir os direitos do livro no Brasil e a professora de Letras da UFOP Maria Rita Drumond faz parte da equipe de tradução junto das tradutoras e pesquisadoras Emanuela Siqueira e Marcela Lanius.
 
O livro é um texto central não só para a crítica literária feminista, mas também para que se possa pensar a relação da influência histórica e literária, além de pensar os estudos específicos dessas autoras e suas inter-relações.
 
Escrito em 1979, o livro traz uma análise feminista da literatura vitoriana. Seu título é inspirado no clássico "Jane Eyre", de Charlotte Brontë, em que uma mulher é mantida secretamente trancada no sótão por seu marido. Emily Dickinson, Emily Brontë e Jane Austen estão entre as autoras analisadas na obra. 
 
Maria Rita conta que seu interesse pela tradução do livro e pelo seu uso em sala de aula surgiu quando ainda lecionava na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ela sentia falta de poder usá-lo com estudantes que não possuem conhecimento de língua inglesa, por considerar o material essencial na área de Letras.
 
A equipe de tradução começou com a doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e curadora cultural Emanuela Siqueira, que propôs a parceria a Maria Rita, pós-doutora pela Universidade de Toronto com pesquisa sobre Virginia Woolf e, em seguida, a Marcela Lanius, doutora em Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Segundo Maria Rita, o perfil das tradutoras se complementa, já que ela possui foco na literatura britânica e irlandesa, enquanto as outras duas tradutoras possuem foco na literatura estadunidense. 
 
"A gente entendeu que o nosso interesse com esse projeto seria, de uma certa forma, emular a gênese do livro em inglês. Temos o interesse pedagógico no livro, mas também queremos que o livro alcance leitores fora do ambiente acadêmico", ressalta Maria Rita.
 
A obra tem previsão de lançamento para o final de 2025. 

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