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Confira os dados de transmissão da Covid-19

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O Painel Covid-19 ganha um site para disponibilização dos dados levantados semanalmente pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus. Esse monitoramento é feito com o objetivo de auxiliar no acompanhamento da progressão da doença, o que é importante para a proposição de requisitos seguros para o retorno das aulas presenciais. 
 
O monitoramento é feito nos 20 municípios de origem da maioria dos alunos da Universidade, além do total de Minas Gerais, desde julho. Os dados são compilados semanalmente e serão atualizados toda quinta-feira, quando também são analisados pela equipe do Comitê. Com a nova página, as informações podem ser consultadas de forma mais rápida e intuitiva, com a opção de selecionar a cidade e a data de interesse. 
 
O Painel é feito a partir dos dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Nele estão incluídas a taxa de letalidade, a taxa de mortalidade (TM), a taxa de incidência (TI), a taxa de transmissão (Rt) e a Média Móvel de 7 dias dos casos confirmados (MMC).
 
DADOS DINÂMICOS - Inicialmente, eram apresentadas informações do dia, da semana e de 14 dias anteriores à divulgação do Painel. Agora, o visitante terá a  possibilidade de consultar as análises para quaisquer datas retroativas, tendo início no sétimo dia a partir do primeiro caso confirmado nas respectivas cidades e no estado.
 
O trabalho é feito pelo Comitê, tendo como responsáveis professores do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) e do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (Iceb). Ricardo Tavares, docente do Departamento de Estatística, realiza a coleta dos dados do Painel, e Edgard Gregory, do Departamento de Engenharia Elétrica, desenvolveu o sistema para que os dados do Painel sejam atualizados automaticamente.
 
Também integrante do Comitê, o professor Allan Jefferson Cruz Calsavara, da Escola de Medicina, afirma que o novo site foi criado para facilitar o acesso aos dados, pois será mais simplificado. "O sistema é importante pois vai tornar mais amigável o acompanhamento dos índices epidemiológicos", acrescenta. 
 
Para o professor Edgard, o papel assumido pela Universidade na elucidações e explicações sobre o problema atual tem sido de vital importância. Além disso, afirma que "A característica da Instituição, sempre plural, permite a interação de profissionais de diversas áreas, e com isso a construção do sistema é fruto do trabalho em conjunto".
 
USO DOS DADOS - O propósito do monitoramento é saber quando e como a UFOP poderá retomar as atividades presenciais. "A gente vai poder entender a dinâmica da pandemia nessas cidades e, dessa forma, fazer uma avaliação do risco. Depois disso, seremos capazes de dar uma indicação de se a Universidade pode ou não ser ocupada por alunos e, se puder, de o quanto ela pode ser ocupada, respeitando obviamente o distanciamento social", explica Allan.
 
Além dos dados epidemiológicos, o Comitê passará a monitorar também a ocupação dos hospitais nas cidades onde há campi da UFOP — Ouro Preto, Mariana e João Monlevade —, tanto dos CTIs quanto das enfermarias.
 
A avaliação é feita semanalmente pelo Comitê e um resumo de cada reunião é publicado aqui no site da UFOP. Acesse as coberturas anteriores.
 
INDICADORES - No total são cinco indicadores diários atualizados pelo menos uma vez por semana a partir dos dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais:
 
1) A taxa de letalidade (TL) é obtida pela razão entre os óbitos (O) e os casos (C) confirmados, multiplicada por 100, e é expressa em %. Representa a porcentagem de pessoas infectadas que evoluem para óbito, ou seja, a gravidade da doença. 
 
2) A taxa de mortalidade (TM) é obtida pela razão entre os óbitos (O) e a população (N), multiplicada por 100000, e é expressa em grupos de 100 mil habitantes.
 
3) A taxa de incidência (TI) é obtida pela razão entre os casos (C) e a população (N), multiplicada por 100000, e também é expressa em grupos de 100 mil habitantes. Representa o número de casos novos confirmados da doença para cada 100 mil habitantes.
 
4) A taxa de reprodução (R0) é obtida pela razão das taxas de infecção e de recuperação obtidas a partir do modelo epidemiológico SIR, que explica o comportamento de uma epidemia dividindo uma população em 3 compartimentos: suscetíveis (S), infectados (I) e recuperados (R). Neste modelo, supõe-se que indivíduos já infectados não podem ser infectados novamente. A taxa de reprodução efetiva (Rt) é o R0 em cada instante de tempo. A situação é dita endêmica quando, em média, cada pessoa infectada está infectando exatamente uma outra pessoa (Rt=1). Um número maior que 1 (Rt>1) irá fazer com que o número de pessoas infectadas cresça exponencialmente e, dessa forma, a situação é chamada de epidemia. E por fim, qualquer número menor que 1 (Rt<1) levará à eliminação da doença. No caso desta pandemia de Covid-19 (epidemia com espalhamento global), o Rt é de aproximadamente 3, ou seja, cada pessoa infecta três, que infecta mais três e assim por diante, em escala exponencial.
 
5) A média móvel dos casos confirmados para o local X e data D é calculada para uma janela temporal de 7 dias. Essas médias móveis são monitoradas a partir da variação relativa (VR) às respectivas médias móveis de 14 dias atrás. Se VR for inferior a -15%, a situação é considerada em queda; se VR for igual ou superior a -15% e inferior a 15%, a situação é classificada como estável; e se VR for igual ou superior a 15%, a situação é definida como em alta. Para as médias móveis, são apresentadas no painel as últimas três situações: a atual, a de uma semana atrás, e a de duas semanas atrás.
 
Acesse o Painel Covid-19.

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