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Grupo de pesquisa da UFOP publica artigo sobre o novo coronavírus em revista internacional

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Divulgação

"Mutações do novo coronavírus e onde habitam: uma perspectiva in silico de mudanças estruturais e antigenicidade da proteína spike". Essa seria, talvez, a interpretação mais apropriada para o título da publicação de um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) no Journal of Biomolecular Structure and Dynamics – periódico científico com revisão por pares que publica contribuições de pesquisas originais em biologia estrutural atômica, bioinformática, genômica e redes biológicas.

 
A referência "and where to find them" ("e onde encontrá-las”, em tradução literal), vem do mundo mágico concebido pela escritora da saga "Harry Potter" e parece acertada: enquanto nas obras de JK Rowling um excêntrico zoologista de animais mágicos cataloga exemplares ao redor do globo, estudantes de doutorado, mestrado e iniciação científica vinculados ao Laboratório de Biologia e Tecnologia de Micro-Organismos da UFOP rastrearam e analisaram as mutações da proteína espícula do novo coronavírus em amostras isoladas e coletadas em todos os cinco continentes do "nosso" mundo.
 
De acordo com o doutorando em Biotecnologia da UFOP e autor principal do estudo, Ricardo Lemes Gonçalves, no início da pandemia se especulava muito sobre a taxa de mutação do novo coronavírus, mas a comunidade científica sabia ainda muito pouco sobre o assunto. "Nosso intuito foi realmente descobrir como era esse cenário de mutações na principal parte do seu genoma (responsável pela codificação da proteína espícula) e como se distribuíam entre os diferentes continentes", comenta o pesquisador.
 
 
A divulgação do artigo foi feita em junho passado pela UFOP. No texto, os pesquisadores contam que a "proteína espícula", que também recebe o nome "proteína spike", é a "chave" que o vírus utiliza para infectar as células do ser humano. Desse modo, outro objetivo do estudo foi apontar as sequências da proteína do Sars-Cov-2 que poderiam ser identificadas pelo sistema imunológico, estimulando o organismo a gerar uma resposta imune. 
 
Após mapear as regiões importantes para a "chave" do novo coronavírus, os pesquisadores partiram para a interpretação do uso da proteína espícula para a produção e aperfeiçoamento de testes diagnósticos. 
 
"Recentemente, novas pesquisas mostraram que essa chave possui uma grande cobertura de açúcares, fato que não era levado em consideração e que implica na necessidade de ajustes na produção dos testes diagnósticos", avalia Ricardo.
 
Atualmente, o projeto apoia-se em três linhas: no uso de ferramentas de inteligência artificial para ensaios de imunoinformática; na clonagem molecular para (re)produzir pequenos pedaços da "chave"; e montagem de nanosensores de nanopartículas de ouro para carregar os pedaços da "chave". Este nanosensor, similar aos que estão sendo desenvolvidos no laboratório para a detecção de Zika e Dengue virus, permitirá localizar os anticorpos contra o coronavírus em amostras de soro sanguíneo de pacientes e apontar se esses já foram infectados com o vírus da Covid-19.
 
Tais levantamentos, segundo os pesquisadores, indicam a possibilidade de desenvolvimento de testes diagnósticos mais eficientes e mais baratos que os utilizados no presente. De acordo com o professor da UFOP e coordenador do estudo, Breno de Mello Silva, até agora a pesquisa foi conduzida sem o apoio de agências de fomento, mas precisará de subsídios para a sua continuidade e conclusão. 
 
Leia a íntegra da publicação (em inglês).

 

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