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Pesquisadores da UFOP participam do processo de confirmação do 1º caso de reinfecção por Sars-CoV-2 em MG

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Tuila Dias
O primeiro caso de reinfecção por Sars-CoV-2 em Minas Gerais foi confirmado laboratorialmente na última segunda (1º). O processo de detecção contou com participação de pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
 
O caso se refere a um paciente de 29 anos, médico, sem comorbidades ou imunodeficiências. Ele reside em Sabará (MG), onde trabalha, e atende também em Belo Horizonte (MG) e Caeté (MG). O primeiro diagnóstico veio em maio, a partir do exame RT-PCR (swab nasofaríngeo). Na época, o médico teve sintomas da Covid-19, incluindo febre, mialgia, tosse seca, faringite e diarreia. Não houve necessidade de internação e a recuperação foi completa.
 
Em agosto, o paciente realizou o exame sorológico e o resultado foi positivo para o anticorpo IgG, mas, em dezembro, o mesmo exame teve resultado negativo. No dia 6 de janeiro, 230 dias após a detecção da primeira infecção, o médico realizou novo exame RT-PCR e teve resultado positivo. Ele havia acabado de retornar do Rio de Janeiro e apresentou quadro de mialgia, cefaleia, tosse seca e faringite, que, mais uma vez, evoluiu bem e sem necessidade de internação.
 

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Amanda Sereno
Professor Alexandre Reis
 
As amostras congeladas de swab nasofaríngeo do paciente foram recuperadas pelos pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia da UFOP em colaboração com o Hospital Mater Dei e encaminhadas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), onde, em um trabalho em parceria com o Ministério da Saúde, Luiz Alcântara (Fiocruz/UFMG) fez o sequenciamento completo do genoma viral. O resultado foi a confirmação laboratorial da reinfecção. Este é o sétimo caso de reinfecção no Brasil que foi confirmado a partir do sequenciamento de duas amostras e o primeiro em Minas Gerais.
 
A primeira infecção foi causada pela linhagem viral B.1.1.28, que circula no Brasil desde março de 2020, e a segunda pela B.1.2, linhagem americana que circula nos Estados Unidos mais intensamente desde outubro. Até então, esta linhagem não havia sido detectada no Brasil, de acordo com os principais bancos de dados globais de linhagens Sars-CoV-2.
 
Segundo o pesquisador Alexandre Reis, do Laboratório de Imunopatologia da UFOP, não é possível afirmar que a simples exposição a uma nova linhagem viral tenha sido o único fator responsável pela reinfecção. "O fato de os níveis de anticorpos do paciente terem negativado, assim como outros fatores ainda não bem elucidados, devem também ter contribuído para o quadro", explica. Também participou o pesquisador-colaborador da Universidade Breno Bernardes de Souza, que é médico assistente do paciente reinfectado. 
 

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